Das multidões de mim
a sós
junto todos
indivídua trama
em alvoroço
e tardo em mim
os outros
única maneira
de estar posto
deixo-me múltiplo
simples protesto
da matéria consciente
dar-se em manifesto
Espacialidade das horas
assanhando o tempo
tentativas de tamanho
dá-se o pensamento
dialética em decanto
no contradizer as horas
nos minutos que ganha
as hipóteses geridas
em espaciais dividendos
entornam pelos anos
os tempos que cometemos
Concerto em clara notícia
a música
flutuando na sala
tange a consciência
em sua fala
bemóis e sustenidos
galope sincopado
dançam nos ouvidos
todos seus recados
o homem
inteiramente abraçado
inventa todas as memórias
voando como pássaro
Camponesa jornada
a terra
prostada na vida
pinta-se agrária
pelas avenidas
urbana
veste o discurso
da coletiva razão
de todo seu curso
os camponeses
pacientemente a guardam
na constância do tempo
nos latifúndios da alma
Da amplidão do pensar em restrito senso
a galáxia
ensimesmada
arrumava estrelas
pela madrugada
comportada
nos anos de seu tamanho
criava seus astros
na poeira de tanto
o homem
intensamente restrito
dava-se ao consolo
de poder pensar o infinito
Leningrado em noites brancas
Leningrado
deitada no rio
inventava paisagens
num intenso filme
o dia espreguiçando-se,
intensamente atrevido,
engolia a noite
no colo do infinito
a manhã
nascida com certo medo
era no pouco da noite
o tempo em novo enredo
Das verbais feituras
no largo da pena
o verso tramita
nas teclas de mim
subjetivas
em larga cena
a palavra agita
os nervos que pode
metafísica
dou-me ao termo
jogado nos olhos
de alinhar os verbos
enquanto posso
Sombras
as sombras
sobre o mundo
discursam luzes
sobretudo
cabem-lhes a coxia
aguda afirmação
do quanto do claro
escondem em vão
a luz,
atriz reluzente,
é só um espalhafato
que a matéria sente
Das metragens subjetivas
há indícios:
as poucas quantidades
dão-se a infinitos
tudo que as medem
em claro arbítrio
constroem largos
todos seus milímetros
há que dize-los tanto
o homem a seu juízo
sentindo o que de vasto
caiba nos degraus do seu ofício
Das verbais feituras
no largo da pena
o verso tramita
nas teclas de mim
subjetivas
em larga cena
a palavra agita
os nervos que pode
metafísica
dou-me ao termo
jogado nos olhos
de alinhar os verbos
enquanto posso
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.