Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a lua
boiava na noite
como pingente
balançando o céu
no vão do tempo
o menino,
estafeta de si,
como sempre,
despachava-se no sonho
ao futuro do presente
eis o veredito:
tudo mesmo pouco
é trejeito do infinito
basta cabe-lo tanto
no meio dos sentidos
a emoção
é matéria quanta
transitando informe
suas andanças
as que dizem dos átomos
as que dizem dos homens
meu apego ao infinito
é só um modo
de dar-me coletivo
jogar o mundo
pelos sentidos
o jeito de percebe-lo
nas léguas que decido
é apenas o novelo
do humano exercicio
saga informal da matéria
nos escaninhos da vida
amanhã
quando tarde
deixe-se cedo
pelos passos
as distâncias da vida
são um tempo exato
de consumir o mundo
no vão dos atos
deixá-los coletivos
como um largo abraço
o sonho do menino
também é sanha
de manejar a vida
na infância
a felicidade menina
era um jogo
no tabuleiro íntimo
do corpo
o futuro
em cada plano
era só um tempo
contemporâneo
na sala
intensamente reunidos
os adultos operavam
os rumos do partido
o menino, sem saber,
ouvindo as falas
jogava a revolução
no chão da alma
era como se um destino
voasse ao som das palavras
o tempo
navega tudo
instância pulsante
do futuro
o espaço
abraça-se no mundo
universo contratual
das infinitudes
o homem
dançarino da vida
bebe o espaço-tempo
nos passos que decida
no pensamento
a infância deitava
todas as vias
no armário da alma
o poema decorado
dito mansamente
jogava o menino
em sua consciência
todas as letras pulsavam
a inocente alegria
de quem achava que recita-lo
era a velhice que podia
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.