Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
o pássaro no céu
desenhando a tarde
escreve no peito
os voos da saudade
a lembrança
como um dardo
fere o vão do tempo
semeando o passado
a vida, como humana nave,
voa o homem no tempo
abraçado na saudade
recíproca
a si mesma
a matéria transita
cada certeza
dúvidas que posta
na natureza
a consciência
dada ao tempo
revoga espaços
como argumento
o mundo constrói no homem
todos seus inventos
os que estejam à mão
os que vivam os ventos
recíproca
a si mesma
a matéria transita
cada certeza
dúvidas que posta
na natureza
a consciência
dada ao tempo
revoga espaços
como argumento
o mundo constrói no homem
todos seus inventos
os que estejam à mão
os que vivam os ventos
quando no desejo
a matéria invada
os limites que se ponha
na grande jornada
e for pouco o tempo
para o infinito usá-la
como não criar
um tempo diverso
em que a urgência
como manifesto
seja no espaço
um paciente gesto?
a matéria rima o tempo
na inconstância de seus versos
criando o mundo
a África dança
todas as razões
da saga humana
o riso do povo
desenhando as vias
retrata nos passos
as veias da luta
as que correm no peito
as que correm nas ruas
tudo da África ri
no mundo em que sua
energia escura
grávido universo
parto transitivo
gesto informal
aval do infinito
sem átomos
assim introvertida
a matéria escura
na humana dúvida
interroga a vida
os agentes da matéria
convivem suas lidas
dado assim a termos
no cartório da vida
expeçam-se os fatos
no vão dos sentidos
como fora programa
da matéria em seu rito
arquivar o mundo
dá-lo a seus rumos
estrada humana
da construção do futuro
as certidões da vida
atiçam o mundo
no degrau do pensar
o amor transita
todas as razões
que admita
no degrau da emoção
o amor palpita
todos os sentidos
em que habita
no degrau do sentir
como usina
o amor constrói
todas suas rimas
no degrau da saudade
ainda consumido
o amor dói na razão
como um intenso infinito
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.