Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
o poema
flagra a consciência
ritmo da fala
que consente
picha palavras
paredes da mente
subversiva ação
impunemente
o poeta
oficina interna
exercita em si
a usina de verbos
a praça
era uma amante
cortejada em verbos
pelo microfone
enquadrar o tempo
nas veias da fala
era sentir na boca
o gosto da alma
a luta
intimamente coletiva
era o exercício
da própria vida
tudo que pulsava o tempo
era a fala e os sentidos
navegante de si
impunemente
nade todos os mares
do que sente
dê-se ao quanto
ancorado na alma
derramando na vida
todas as falas
seja como tanto
tudo que invente
nos infinitos do mundo
nas minúcias de vivente
teça o tempo em si
com a certeza de gente
o tempo
voa na cabeça
rasos da vontade
em cada avença
o mundo
posto à deriva
sanciona as horas
como expectativa
deixar-se distante
embora à vista
a vontade
ansia íntima
rói a consciência
como vítima
voar o tempo
ancorar a vida
o amor
sempre subsiste
desde qwue tanto
esteja em riste
navegando a vida
como exercício
o amor
sempre subsiste
mais que pessoal
como coletivo
nas avenidas da luta
em que sobrevive
o amor quase tanto
é a propria vida
o pombo nem sabia
da paz nos ombros
que trazia
voava
uma paz recatada
íntimo manifesto
de suas asas
o homem, desalado,
fingia ilações
de suas falhas
a paz em tanto
luta desgarrada
sujeitava o pombo
aos subterfúgios das falas
a noite
dorme o tempo
íntima conjunção
laivos da matéria
em seus momentos
mirando o céu
óticos afagos
os olhos do homem
já sonhavam
estadia humana no tempo
quanto matéria abraçada
tudo do sono da terra
era íntima paisagem
táticas
como transeunte
as mãos so preparam
a resultante
concatenados
na humana saga
os atos consumam
suas passagens
ao fim e ao cabo
conformam a estrada
dos infinitos paridos
nas estratégias da alma
a partir de tanto
o homem e um tempo
de todas as falas
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.