Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
os birôs
de militar postura
escondem dentro de si
mortes e amarguras
e dizem-se urgentes
ao explodir a prática
num coito desinformado
entre o homem e a máquina
o documento
tem uma face lógica
suores subentendidos
risos datilográficos
em cada ângulo de si
traz sempre a serenidade
de um efêmero processo
de negação da vontade
o funcionário
cidadão consentido
inventa no dorso das letras
um pretenso objetivo
de concluir contra o próximo
qualquer viés proibido
nessa oficial caminhada
de consumir seus sentidos
o funcionário e o birô
pastam letras e matemáticas
e se dados à razão
suicidam-se na prática
pois um birô requer
como arquivo latente
a vontade do funcionário
presa num documento
e formada a fração
nessa proporção burocrata
o funcionário torna-se birô
de estranha matemática
pois em não sendo mobília
é humano em lapso
rasura ensimesmada
destempero datilográfico.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.