O futuro não é um tempo é quase um rescaldo daquilo que sobrou do jeito do passado
e no tanger que damos à sua infinita estrada é só encontrar as palavras que digitamos pela alma.
102
Do poema em clara prospecção
Excerto de mim o verbo intenta esgrimir a vida e suas consequências
palavra nem se contenta em só cutucar a alma de quem pensa
o poema é um exercício dos atos e das avenças.
159
Balada gestual do povo com ares de paisagem
Ao povo dê-se o rompante de multiplicar a vida quando militante
e no vinco da manhã quando bastante ressone a aurora geral das gentes nos ombros largos do horizonte.
359
Poema de maternal instância
minha mãe tem caminhos por onde ando displicente como se fosse uma romaria de passados e presentes jogados no coração assim tão constantemente como a razão do amor que cai dos olhos da gente.
87
Dos paradigmas contínuos e outros
no meio da alma e dos ventos voam meus ancestrais nas palavras do tempo
tudo que havia deles como um mapa indeciso hoje cabe indócil no jeito do meu riso
e é por sê-los e tê-los assim que sempre me admito como uma alma intensa adredemente infinita.
134
Das razões estratégicas dos sentidos
A prática me divide quando a teoria resta apenas como cabide onde penduro a vida nos fatos e nas crises
a estratégia é matéria prima e objetivo de consumir as táticas em que me vivo
viver essa intensa guerra é um eterno armistício.
114
da crise e suas conformidades
a crise é apenas um alvoroço da história tudo que lhe tange é resposta
o povo é só a chave de abrir suas portas.
116
Das alturas do futuro
talvez as noites sejam manhãs recatadas que brincam de ser tempo pelas madrugadas
talvez as manhãs nos ombros do povo levem um tempo insubmisso de tudo que é novo
e deite-se o futuro num tempo exato em que a paz se deite em nossos atos.
114
Das andaduras do tempo nos ombros do povo
à primeira hora nada deriva do que se tem à mão como uma vida o tempo gasta a si impunemente como uma cachoeira de carne e vivente
em degraus e saltos a juventude avança e sempre constrói avulsa as promessas da esperança a liberdade é só um jeito que a vida lança
nos tempos já passados futuros estão latentes nos fatos que a vida constrói pelos viventes tudo que lhes tangem é a certeza do presente.
94
Das vividas mortes
a morte desafia as léguas em que tramita como quem finge, sorrindo, a tristeza pela vida.
e dá-se à empáfia de aboletar-se na vida e coabitar esse lastro em todas suas medidas
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.