a vida é sempre muita quando se inventa no peito o caminho da luta
estrada de mim nem se conforma com o tamanho da alegria que entorna.
118
Ciranda do povo
é na ciranda do povo que se dança o futuro cada passo é um abraço no peito de todo o mundo
é como se fosse uma usina de fabricar sentimento o riso começa nos pés termina no pensamento
é como se fosse orquestrada com as notas do coração acompanhando a cantiga que a gente traz pelas mãos
é na ciranda do povo que se cria a liberdade nos ombros largos da vida nas costas mansas da tarde.
292
Dos cálculos de mim em rasa adição
na matemática de mim já multiplico tudo que divido é meu ofício sou a equação informe dos cálculos que vivo
nenhum algoritmo subverte os quocientes que permito.
79
Da palavra e seus paladares
A palavra, avara, discursa em si o futuro do que cala verbo que se queira chama de atiçar a calma.
É como um bordado de letras na boca de quem fala; é assim uma cachoeira dos rios que se tem na alma.
162
Dos mercados e sua gesta
O tempo posto fora afugenta o curso da memória
a ânsia do ter assim imposto como fardo monta no ser um desejo inventado
O shopping center adredemente é um curral de lucro ensaiado
168
Dos passados futuros
A utopia só é sonho enquanto não havia assim montada na luta nos ombros da alegria
é que o futuro com que não se lida desmancha o tempo do homem nas esquinas da vida
utopia é só um nome para enfeitar-se a briga.
146
Dos avessos do tempo
Nos ombros do tempo navego horas e envelheço até nas ruas de mim em que me esqueço
vivente dos meus egos nas vezes em que nem me perco o meu fim, adredemente, é só um disfarce do começo
a velhice é só um jeito de inventar-me pelo avesso.
129
Da luz gestante
no olho a luz informa que o universo é pouco pra conter o óbvio a luz sempre será um infinito inócuo tudo que lhe é sombra será lógico pois a razão é que tudo é também o seu contrário guardada a proporção do seu inventário
ao homem cabe o zêlo desse coletivo esforço desse trabalhar infindo pra construir o novo.
138
Da inexata armação da vida
a vida é inexata tudo que lhe mede falta
e é assim, por tê-la aos saltos que as réguas do mundo sempre lhe faltam
viver é só um sentir os centímetros da alma.
97
Reminiscências do futuro
o futuro, constantemente, inventa minha saudade, de repente
é como assim um desembrulhar do sonho que se sente.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.