o samba nem pressente os compassos da vida que planta na gente
a voz do tambor debruça nas notas e abre em grande cena todas as nossas portas
aquelas que vem da música e as que gritam revoltas
282
Do acaso e suas complacências
o acaso é só um jeito do fato derramar-se pelo sujeito
a vida, nem sempre, transcorre em si como repente
viver é um acaso gerido adredemente
309
De quem viver verá e etc
haverá o povo e a insistência da vontade de trafegar a vida nos ombros da liberdade
haverá o jovem e o velho embutidos no tempo e irmanados nas horas da igualdade intensa
haverá o homem e a mulher nas confluências do ser e a permanência exata em tudo que se viver
haverá o futuro só como medida de prolongar as léguas dos encantos da vida
812
Do futuro como fato dizente
o futuro não é só um tempo é o fato desenrolado desde a luta do presente. Assim moído, nas esperanças, deixa-se pensar como lembrança
o futuro é um tempo que às vezes cansa
786
Da certeza vigente do abraço
deixo-me urgente nos meus atos como à procura do tempo nos espaços
tudo que me leva é o compasso de quem constrói em si um imenso laço
distribui-lo ao mundo é a certeza dos meus braços
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da memória em insurgência recorrente
no pátio da vida as lembranças, em vagas, parecem muros montados nos desejos da alma e a memória é só um barco que aderna nas palavras
e vigem todas as âncoras nesse amontoado de falas
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Insubmissas vertentes de ventos e gente
insubmissos os ventos tangem o infinito e, em seus rompantes, deixam-se como furacōes no horizonte vã tentativa de jogar todo perto nas distâncias do longe
insubmissos nos trazemos em rompantes quando é tão perto compreendermos o longe
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Dos digitais amassos da vida
inverídica e digital a vida consente todo insight que o algoritmo apresente
a emoção é só um detalhe dos pixels da tela que nos invade
resta a labuta e a infinita tentativa de, na praça da luta, desamassar a vida
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Poeminha em dialética estante
nada do que me seja tanto que permita a si a vida deixe-se só como somente um resto em que se gastou a medida
a quantidade é início de uma qualidade reptícia que chega a mudar seu quantum pela simples adição do mesmo indício
o qualidade é apenas o resultado das quantidades que consigo
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Dos bilhôes de mim em luzes largas
a 300 milhões de anos luz palpita a nova galáxia e nos palmos que eu não sei abraço a via láctea
trafego o universo e suas léguas intactas e os infinitos que tanjo nos ombros da prática
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.