cheia de coaches a vida estremece em compliance estado do que a tece o cifrão das esquinas, adredemente estabelece: todas as vidas renderão suas preces e os juros serão dos poucos que cogitam em números o que exercem
aos tantos resta a fome dos construtores da messe
77
Das mundanas matanças em revista
Auschwitz insiste em declarar-se presente na monetária hemoptise e os privados pulmões vomitam a mundana crise
tudo que lhe tange é a notícia de que o sistema cogita à vista permitir-se matar os homens como avanço da estatística
e o mundo embarga o futuro nos autos do processo absurdo
107
Do perdão em rasa cena
e na mente as pegadas da culpa inventam os atalhos em desculpas tudo que é vontade da-se às escusas da liberdade grávida das escutas
o favor do perdão é só uma bandeira difusa que tremula a palavra como um gesto de luta
114
O pulsar da prática em coletivo instinto
a prática divide como oficina o homem e o próximo em matérias-primas tudo que lhes alcançam dá-se por paradigmas uns dados no exercício outros dados à míngua
tudo que versa a prática é o fato como estigma
120
Da contrição e seus teatrais invólucros
os céus de que me visto têm todas as dúvidas dos infernos que tangem minhas culpas e por tê-los inventados nas rugas dos enredos hei de tê-las enormes nas lacunas do que devo
é que o céu é só um jeito dos infernos que criamos no avesso do mêdo
113
Em aditamento ao trâmite das horas
nos dias em que as noites não terminam e cumprem esse tempo como recorrentes oficinas construindo a escuridão das vidas e das esquinas há que tanger os fatos pelo curso da memória e retorna-los intactos aos braços da história para tece-los novamente com as linhas das horas
ao homem cabe um tempo de adiar todas as demoras
93
Onírica menção aos deveres da razão
o sonho singra a vida como um transatlântico furtivo que navega todos os mares de todos os sentidos
é como uma resposta sem pergunta no calendário desajustado dos meandros da luta
ao homem cabe apenas isentá-lo de suas culpas
129
Inventário em bemóis e disfarçadas claves
o violão inventa nas cordas um transeunte contumaz que arquiteta notas
os bemóis são gorjeios que revogam as claves e suspiram acordes nos ombros da tarde
o violão é inventor de calmas e nem sabe
65
Da constância do verso em diferente âmbito
no papel o verso deitava com a ilusão intacta de que a caneta era o caminho por onde passeava e o poeta dirigia o fraseado da alma
no teclado o verso salta com a ilusão intensa de que é astronauta e voa um cosmos informático com um algoritmo nos braços
ainda bem que a poesia permanece em seu encalço
65
Atômicas razões dos caminhares
o íon balança o àtomo nas redes incautas dos fatos
a matéria diversa e grávida dilacera seus àtomos nos muros da prática
e os homens nessa atômica pauta carregam os encômios de suas passeatas
é que palavras são elétrons que se jogam nas marchas
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.