A guerra pacífica das pazes
a paz habita a guerra quando tramita o povo pelos ombros da terra é que trazê-la calma nos fuzis que possa aponta todos os tempos dos alvos que comporta a ânsia pacífica de si é o sentido exato da revolta
Do maleável cérebro em decantadas poses
o cérebro estático lança infinitos em nossos braços máquina, o corpo deflagra tudo que lhe tange pela alma vivê-lo em invenções é cometê-lo como arma na construção ainda humana de todas as jornadas
Gaia em estupro e saídas recorrentes
Gaia, estuprada, escorre ferida pelas madrugadas o horizonte da luta imitando o futuro mostra aos homens as veias do seu curso e a vontade humana nas energias que comporta permanece construindo a chave dessa porta
Fatos e atos em teoria empírica
nada da prática resta indefinido nos atos que deflagra nos ombros da vida a teoria, como uma flecha, estica todos os arcos argumentando a vazão e a consistência do fato o homem, debruçado em si, é uma rebelião em cada ato
Andanças sonhantes em manifesto fazer
o sonho embutido na mente é como um futuro embrulhado descoberto de repente trazê-lo sempre nos olhos no sono ou na vida é quase cometê-lo pelas avenidas o seu prenúncio é um jeito de construir suas medidas.
Do coração em bites declarados
o coração é uma rede imensa tudo que lhe cabe como virtual é a paciência eis que em seus bites como uma insistência acampa a luta de todos nas praças dessa sentença o coração é sempre um povo de todos fios da consciência
Dos trejeitos da luta
a mudança é um trajeto tático de quem compreendeu a estratégia dos atos basta contê-la no âmbito dos princípios e permiti-la prática de todos seus indícios as aparências sempre enganam as razões inteiras do ofício
Privadas propriedades em franco visar
a propriedade no arrastão da história massacra o humano e decreta sua lógica: tudo que seja próprio no marginal exercício chame-se propriedade e cumpra seu ofício: gestar a fome de tantos em todos os sentidos até que não seja próprio permiti-la consentida.
Coletiva inseminação de particulares
a vitória é só um escape que burla o resultado do empate dize-la vencedora admite a conjuntura onde ainda bocejam os rumores da luta particular e avara é apenas lenitivo para tingir de tanto um pretenso coletivo
Do poema transeunte de sinapses e tramas
à noite, como um rio, o poema inteiro transita entre as sinapses que tenta e os ombros da notícia tudo que lhe forma no aval das palavras é a vontade de ter verbos que amanheçam as almas e diluir-se nas manhãs como uma intensa madrugada
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.