o poema habita os futuros tenha de pouco e tanto ou que sonhe de tudo nada do que lhe entorna dá-se como ausente do mundo o verbo é sempre norma de transitar o discurso montado nos ombros da vida tangendo todos os cursos como se fosse vontade de comandar o seu uso
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Bailarina em algoritmica gesta
entornada no palco em ombros de bemóis e fusas a bailarina veste o mundo dos recados da música
e nos voos construídos, como uma nave do tempo, espalha os infinitos pelo vão dos pensamentos
a bailarina é um algoritmo das alegrias dos ventos
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das ladeiras de mim
minhas ladeiras, aclives renitentes, apenas sobem a vida adredemente
o trânsito de si, como um redemoinho, espalha-me em mim como um passarinho
voo todos os possíveis das subidas do caminho
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Do amor em lavra
o amor é uma praça pulsante os desejos que o medem promovem o levante
fazê-lo construído como exercício é traze-lo sempre em comícios
o amor é construção de todos seus edifícios
18
dos pensares da jornada
dos caminhos que sei nos pés e na cabeça talvez não caibam os passos e as sinapses que mereça
na jornada da vida andar é largar-se humano nas veredas do espaço nas vielas dos sonhos
as estradas do tempo são os risos em que nos pomos
13
Relâmpagos comícios
relâmpago, o comício aguça nos ombros da rua o cheiro da luta
o verbo em cachoeiras discursa o tempo como bandeira
no meio do trânsito das rédeas do novo os homens bebem palavras com jeito de povo
15
da arte em jornada pública
a arte, em ondas, habita a vida nas roupagens em que se vista
dize-la alheia ao trânsito das ruas é entorná-la reticente nos palcos em que flutua
a arte é bailarina exata das humanas composturas
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Das intermitências humanas
o sentimento retrata essa instância de tudo em que o homem prolata a renitência de todos
esse esticar o presente como se fora o futuro e deixá-lo como assente nas recorrências do uso
o tempo é só um detalhe inadiavelmente absurdo
14
Da palavra como vida
a palavra discursa como fala todo conteúdo do que cala
dizê-la só trejeito de um gesto comedido é esquecê-la como verbo de dizer a vida
a palavra vale enquanto seja um tanto das avenidas composta como retrato de todas as tentativas
15
Lunática intenção dos tempos
a lua, magra, parece um laço pintado no céu como um recado
nas aventuras que o tempo traz no seu regaço: as dos sonhos dos homens pelos céus declarados
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.