Virtual memória em páginas avulsas
o processo, jazia em termos nos bytes que consumia em seu enredo o homem virtual, em configurado discurso, embaralhava na tela presumíveis futuros ao juiz restava a saudade do debulhar as páginas como quem afaga no direito os critérios da alma
Genuflexão em termos
ajoelhado em suas culpas o homem arquiteta todas as desculpas a divina idéia pousa em seus verbos como um pássaro fugitivo de todos os infernos a providência do tempo é uma vontade absurda de fazer das preces um arremedo da luta
Das remessas de mim ao mundo
trafego entre mim e o ego tudo que esqueço pelas curvas do mêdo intacto, quase convicto dou-me à memória de resolver os instintos e enfim recolho-me inato para afagar o que sinto
largas passadas em urbana jusante
assim atravessada entre os edifícios a rua pulsa em ondas os ventos do comício verbos em suores uma grave massa revolvem o passado dos futuros da pátria a nação humana goteja todas as chuvas que caibam
Do estado servil dos homens
a política, em tudo, quase explicita todos os vincos postos da vida forja-se estado em poder e destino como se fora regra de homens e instintos dá-la às razões coletivas lutadas pela constância é só uma nesga do futuro com alguma certeza da esperança
Nordestina ilação do sonho
provisória, a vida descamba pela ladeira permanente que a gente sonha das filigranas, desse arranjo do sempre, o sonho aumenta a força dos ventos e o relógio onírico, como instrumento, inventa os ponteiros para tanger o tempo
temporais vivificantes
e quando forem manhãs as tardes que eu sinta deixem-me organizar os tempos que pressinta é que arrumá-los nos armários da vida deixam um gosto de tanto nos contratos que persiga a vida é um litoral intenso dos oceanos largos da lida
Da constância humana do futuro
dou-me ao mundo com a persistência inata de procurar coletivos nos escaninhos da alma trazê-lo próximo é um fazer exato de quem procrastina as heranças do passado construir os andaimes do povo é a consistência do futuro porquanto dê-se ao tempo a lógica humana de seu curso
Das instâncias da vida na vontade
as vidas que guardo no bolso da camisa deixam-me autor das esperanças que consiga esse enganar-me de prover-me vivo talvez seja resultado de estar sempre comigo a vida é um trânsito informe da vontade de ser vivo
Destinos em verbos semeados
dos destinos que traço na ponta da caneta arrumo assim pelos verbos que a emoçāo cometa o verso é só aceno debruçado na palavra que tenta semear idéias nos roçados da alma a amplidão de seu plantar é só um tempo de fala
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.