Reportagem interna corporis
repórter da vida a consciência publica todas as culpas em todas as notícias em manchetes, como um vendaval, estampa pela face letras garrafais a leitura do tempo é um recado a mais
Quântico ritmo da vivência
algoritmo quântico, a vida braveja as certezas e incertezas nas vias em que esteja dizê-la farta, recorrente, em sua trajetória é fazê-la palco do tempo dos atos e da história a física exata da vida é um programa enorme
Constâncias do tudo
o universo não cresce assim quando muda e enseja corridas nos telescópios do mundo o infinito parece aumentar quando se arruma e despeja pelos ares os eletrons que conjuga dizê-lo como crescente é só uma desculpa
Junguiana pretensão
Jung, pensativo, tramava ancestres com a firme convicção de suas messes seu livro, atirado no juízo, desmontava o moderno em que me tive Jung inventou-me antecedente das vidas em que estive
Dos vindouros concertos
quando a vida, estiver em solo abra todos os compassos com o tempo a tiracolo como se o refrão desenhasse as permanências do óbvio tanger o tempo nos fatos como se fora um introito do concerto de todos abraçados à história
Das intempéries dos fatos
o acaso é só um salto que a vida inventa pelos fatos surpreso e crente nos limites da alma o homem calcula os alheios dessa prática o acaso é só um modo da vida dar-se aos fatos
Dos infantes saltos em pluvial disputa
do alto da ponte como um bólide humano o menino abraça o rio desfazendo horizontes a infância, recatada, drapeja aventuras na afoita resistência da necessidade da disputa o rio era só o lençol que cobria nossa luta
Onírica delação de palcos
quando durmo, a cama é um palco: todos os sonhos infestam o cenário aves rápidas, na onírica paisagem, delatam meus egos e minhas sinapses dormir é navegar impune os mares de que nem se sabe
Vívidos ensaios da existência
os ensaios da vida restam no tempo como um exercício tenaz dos sentimentos querer-se todos nas asas da liberdade é consumir a manhã nas costas da tarde ensaiar a vida é vivê-la à vontade
Das itinerâncias do verbo
o verbo, grávido, desmaiado no comício inunda os ouvidos como um precipício engolindo as palavras a multidão, contrita, como um vendaval varre a avenida os homens bebem o palco e sonham, militando a vida
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.