Felicidade em auto construção
a felicidade brinca de rio nas cachoeiras que joga nos ombros do riso vivê-la nos barcos que encerra é construir em si todas as caravelas a felicidade é só um jeito de abrir nossas janelas
Bachelard em prompt mínimo
Bachelard já pressentia que na origem do nada tudo havia a criação era só desritmia entre o inverso do tudo que o infinito dizia ou era só um tempo que tudo admitia
Vivências
o inconsciente é ciência exata tudo que lhe afasta sempre falta filogênico o homem exala todos os detalhes da coletiva fala ontogênico deixa-se único do exato dedilhar de viver-se músico
Pantomima em humana cena
no palco a farsa empolga todas as verdades que na coxia elabora a cada ato como uma corrente o teatro constrói diverso os palcos todos da gente o ator é uma cachoeira dos atos de quem sente
Beja-flor em sedução itinerante
o beija-flor em seus voos, como nave itinerante, nunca se diz bailarino dos palcos em que ande consultor de flores, navega substâncias como um intenso sedutor nessa urgente trança o beija flor apenas engravida as flores em que dança
Da virtual incandescência dos fatos
a marcha virtual da-se à tecnologia como um voo rasante de aeronaves sem vias etereamente composta brinca de realidade nos debruns que desenha em cérebros e cidades nuvem de gigabytes é fantasia da liberdade de fatos que apenas resvalam nas composturas da verdade
Dos terrenos crimes da vida
Gaia, deitada em si, engole, entediada, os palmos da tragédia nos ombros da madrugada ao dar-se amante à paz, absurdamente atacada, assiste aos seus pedaços em vulcões e nas estradas Gaia dá-se combatente humanamente envergonhada
Das ranhuras do grito e suas vias
esquecido na garganta como grito o verbo entristece seu sentido fazê-lo ressoar é não dar-se ao crédito de montá-lo como palavra nos silêncios que meça eis que cabe a todo homem mostrar-se à paz de cada verbo
Da camponesa feição da terra
no limite dos olhos o campo mostra exato a camponesa providência de ter-se como ato raízes em verdes mastros rasgam a terra insistentes como uma canção rural na pauta de mãos urgentes o mundo engravida da paz nos roçados que consente
Nordestina razão do cuscuz
o cuscuz sobre a mesa tremula um povo como bandeira não pelo gesto de haver-se farto mas pelo que de símbolo de vontades e de fatos o homem debruçado no tempo tomba a fome com gosto nas curvas do pensamento
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.