Dia da poesia em rápido transe
a poesia solta pelo dia pousa nos verbos que dizia palavras em gestos esvoaçantes transitam emoções poetas e significantes o verbo tenso e perdulário nem se apercebe do calendário
Do coletivo movimento do mundo
quando a terra estranhar o tempo haverá multidões em largos movimentos a energia da vida extraida dos futuros os povos armazenam nos escaninhos do mundo o universo dá-se ao verso nas estrofes de tudo
Dos caminhares da vida
a vida transcorre num conjunto complexo entre mim, o outro e o futuro nuns agoras dispersos unir como transeuntes todos os convivas é espalhar pelo peito as continências da lida caminhar o viver é viagem consentida
Das linhas em horizontes postos
o horizonte é uma linha intrusa tudo que lhe traça é intensidade da luta vê-la assim tão firme nos olhos e na mente constrói as dúvidas e um futuro reticente melhor vivê-lo transeunte dos futuros urgentes
Cálculos em gestão intensa
problemas quando declarados são só trejeitos de algum cálculo trazê-los contidos nos degraus de certezas é quase consumi-los em duvidosa represa a matemática inteira em cálculos e premissas é só um desconforto da dialética da vida
Reflexos em murais urgentes
na parede como um diagrama o menino arquiteta todas as sombras à contraluz a alma empina todas as pipas como andorinhas o menino e as sombras em perspectiva inventam pássaros e sonhos nas paredes da vida
Da lua em exata miragem
lambendo o céu, viajante de luzes a lua inventa um tempo no meio das nuvens e resvala no mundo como uma vontade embrulhada nos braços de todos os olhares a lua nem se dá conta dos abraços em que cabe
Operária marcha do mundo
das mãos dos homens largamente suadas nascem até os sonhos nos vãos da madrugada usina humana concreta adredemente construída montam a realidade em todas as medidas parecem imensas cachoeiras moldando as coisas da vida
Das temperanças do tempo
nos risos da face eis o tamanho da luta: acoitar o tempo e lavrar as rugas nas certezas transitórias e no enxame de dúvidas tramar os impossíveis quando o possível ajude
Das pontuais dívidas das horas
o relógio nem sentia as horas que levava pelos dias antes, pressentia ponteiros reticentes quando atrasava minutos em horas displicentes o relógio só desconta uma dívida corrente
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.