não haverá semáforos nas esquinas da vida a encruzilhada é a possibilidade de avulsas alternativas
tudo em que se caminha à paz é de complexa partida transcende o simples trajeto de parecer-se incontida
suster os fardos do rumo, quantificar as investidas, derramar o presente no futuro, tudo é habitar-se sem medidas
55
viragens temporais em claro sentido
todo hoje é um ontem expandido tudo que lhe trai de tempo é apenas o simples exercício que o homem traz nos ombros e na fluidez dos seus sentidos no derramar-se, assim, avulso na imensidão de todos seus indícios
182
Das parcimônias do querer
e no jogo da luta a vontade não desfaz um passo à frente, um salto, dois atrás
a ânsia pelo futuro, num presente sem comportas naufraga a realidade contra todas as portas
só a vontade é pouco no tanger da história
90
Das metragens do ser
as metragens que trago dos sentimentos é só um disfarce inexato dos limites que tenho
é que amar sempre prescinde do calcular seus intentos
147
Do humano tráfego
trafegar a vida em trânsito largo é deixar-se avulso no tempo e no espaço
medir as curvas com empatia, nos atalhos profundos construir avenidas
o curso do humano é uma coletiva medida
75
Das rotas em futuro
homeostático o prazer informa a rebelião urgente da reforma
claudicante, nos debruns da forma, a razão espreguiça suas normas
o homem caminha lúdico toda sua rota
44
Frevo desatado
no frevo rasgado a multidão inventa no colo dos passos uma grande moenda
e o moinho de Olinda triturando a saudade convoca o peito da gente na alegria do passo
o frevo assim derramado leva o povo nos braços
89
Limites em conflagração bastante
não basta tanger a vontade, a prática é o rumo da liberdade
não basta o passado em desuso, o presente é o curso do futuro
não basta só bastar-se, é preciso inventar os outros que se bastem
90
Ensimesmada vazão
esqueço-me nas horas como um astronauta flutuando as demoras nas gravidades incautas
e saio de mim como um bólide intenso alinhavando as curvas em que me tenho
chegar ao outro, como nave, é o início do que lembro
89
Absoluta relatividade do todo
o absoluto tramita dividido nas aparências do todo e a parcimônia dos sentidos
traze-lo definitivo nas curvas do juízo é não reconhecê-lo simples artifício
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.