Das temporais medidas do mundo e da vida
ao tempo dê-se a insistência de ter-se no espaço até na ausência tudo que lhe ocupa é a constatação e o rito de teimar em ser medido pelas réguas do infinito o tempo é só um discurso das léguas em que habita
Da africana Nyakim, modelo e graça
Nyakim, desfilando as áfricas que consinta é uma noite acampada nos braços da vida e o mundo primevo gravado na sua face delata toda a origem do humano desenlace Nyakim transita no tempo como um africano disfarce
Da preguiça em desordenado prompt
dos ombros do céu vaza a manhã, já tarde, e uma vontade baldia de exercitar a vontade dormindo todos os sonos, no corpo, esquecido, jaz um trem estacionado em todos os seus trilhos a preguiça é quase um desdém aos reclamos da vida
Da prevalência real da conjuntura
a ação alardeada apenas na vontade consome todos os fatos como vã realidade a ânsia, vestida de verdade, constrói apenas fugas dos caminhos da tarde abraçar o real é um exercício sem alardes
Factual consenso da memória
desenhada no tempo no desconforto das horas a memória pesa na lembrança todos os quilos da história e avoluma o distrato de dizer-se inconsumida quando fora uma morte a quem dá-se a vida os fatos teimam sua lógica apesar de todas narrativas
Vivência em declarada métrica
viver não é apenas ofício é um tanger avulso dos abraços dos sentidos apontá-los exatos proporcionais ao tempo nos espaços abraçados no vão do pensamento beber todos os seus tragos e habitar todos seus momentos
Concerto em auto gestão
no concerto da vida em meio aos sustenidos há que haver os bemóis de todos os sentidos a regência do ritmo na batuta do tempo há que juntar os pespontos das amarguras do peito no mais é montar no som e derramar-se por inteiro
Do futuro em atos e esperança
as ondas do futuro em sua dança aparentam, displicentes, o jeito da esperança em verdade, como antevisões de atos, desenrolam o presente como cordões de fatos o tempo gosta de ver-se nos reflexos que exala
Iemanjá em fluviais mares do mundo
Iemanjá, viajante, nos rios em que embarca, é um mar debruçado nas ondas da África pulá-las, mansamente, como um exercício, é combinar notícias com algum infinito a energia é um abraço que o mundo traz consigo
De Bolívar e da Pátria Grande
Bolívar, adormecido, visto assim, ao longe, é um vendaval festivo da liberdade que tange imensamente latino, dança todos os Andes como se fora um carnaval de todas as falanges Bolívar é toda uma américa deitada na Pátria Grande
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.