Interrogantes
o universo
nem dá conta
das distâncias que pulsa
na lembrança
o tempo
nem disfarça
o espaço que leva
em sua carga
a razão
encontra
os passos da vida
nessa dança
Do olhar em tese
os olhos
filtravam o universo
jogavam em mim
pedaços do verso
o poema nascia
nos desvãos do riso
como um aceno privado
das curvas do infinito
ainda hoje o olhar habita
no remanso da saudade
as filigranas da vida
Quântica vazão
pela consciência
derramada em quantuns
a saudade explicita
a física que canto
eletrons da vida
nas minúcias do tempo
jogados na lembrança
como argumento
a saudade é um grito quântico
derramado no pensamento
Das brechas da vida
esse caber na vida
postado na saudade
tramita correios
das cartas da vontade
lacunas do desejo
passados inadimplentes
futuros já postos
no fundo do presente
o tempo é um espaço largo
das léguas do que se sente
Das chuvas internas
na lembrança
como tempestade
a chuva do teu riso
inunda a saudade
nessa recorrência
virtual notícia
o tempo te desenha
nos degraus da vida
não há como esquecer
no compasso dessas horas
a permanência risonha de ti
navegando na memória
Do amor em guerrilheira cena
no rastro da vida,
o amor usina
nos confins do peito
guerrilheira oficina
vasta construção
de pequenos infinitos
jogados no tempo
no meio dos sentidos
o amor é a deflagração
das batalhas mansas da vida
Dos espaços da saudade
o tempo ousava léguas
nas curvas do teu riso
tua mania intensa
de imitar o infinito
jogar universos
no meio das palavras
inventava abraços verbais
no colo da alma
os mansos exageros da vida
doem largos na saudade
poemantes cursos
o poema
coça na consciência
cachoeira verbal
no rio dos sentimentos
os que tramam palavras
nos ventos do que sente
os que jogam futuros
no colo do presente
o poema cabe no tempo
como um punho renitente
Da constância verbal
as letras
são comprimidos
remédio da saudade
do infinito
cabe-las na palavra
é somente indício
do resgate do tempo
das ondas do teu riso
vigem apressadas
assim como um rito
até que consigam amansar
a saudade que milito
Da matéria em humano gesto
haverá um dia
tempo construído
em que humanos abracem
as horas que vivam
desse mister
de sorrir as horas
todos estarão sujeitos
navegantes da história
a matéria engenheira
em vasta insurgência
dar-se-á infinita
aos futuros que intenta
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.