dos voos manifestos
quando voei
nos ares do teu riso
dei-me à razão
de estar comigo
voo no tempo
o lembrar das horas
as que construi contigo
as que invento agora
bordadas nos infinitos laços
espalhados na memória
o amor é um exato manifesto
das razões de que me cerco
Degraus do amor
no seu abraço
a vida tinha asas
um tanto de pássaro
nos ares da alma
no teu riso
o tempo dançava
intensa bailarina
nos passos da fala
o amor era um comício infindo
que tua eternidade discursava
Da ciranda e seu rumo
a ciranda,
coletivo alvoroço,
é forma intensa
de dançar o outro
onda humana
na praia da vida
borda os sentidos
pela avenida
até que chegue o tempo
herança coletiva
da construção exata do mundo
ciranda definitiva
Quântica declaração
a vida
deu-me a circunstância
de militar o amor
nas ruas da lembrança
nas passeatas
nos ombros da vontade
reconstruo todos os risos
da tua eternidade
debruçada na matéria
a memória quântica do mundo
deixa-se mostrar pelo tempo
sorrindo você em tudo
Concerto
a orquestra
enfeitava o tempo
jogando bemóis
no pensamento
boiando
nos compassos
o infinito brincava
pelo espaço
sentado ao meu lado
dormindo nos teus braços
Da saudade e seus rastros
a saudade
não é dor avara
é também uma alegria
sempre adiada
vivida pelos neurônios
nos arquivos da alma
é que os trejeitos do tempo
quando o amor é vasto
lambuza o infinito
dos risos do teu rastro
Noturna demarche
no colo da noite
viajo a tempestade
atravessando nuvens
e laços da saudade
o tempo,
rastejando a memória
despeja pela mente
o sabor das horas
tentar jogá-las no sonho
é exercício da liberdade
de jogar lembranças no bolso
e caminhar exato a vontade
Oníricas renitências
no sonho
distraio o tempo
e alinhavo datas
no pensamento
os dias que te trago
na onírica vertente
ressoam pela vida
adredemente
construir tua lembrança
é um sonho renitente
Marinha versão da vida
a saudade
enche o mar dos olhos
ondas todas da vida
num alvoroço lógico:
tudo que lhe discursa
no repensar o tempo
é tentativa de arrumar
as praias do pensamento
a lembrança é uma brecha
dos abraços que se tenta
aparências
a beleza
era só um jeito
de tanger o infinito
dentro do peito
e o tanto que restava
nas esquinas do riso
aconselhavam o tempo
a estarem comigo
dessa intimidade
com as distâncias do mundo
dei-me ao costume
de achar-te em tudo
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.