AurelioAquino

AurelioAquino

n. 1952 BR BR

Deixo-me estar nos verbos que consinto, os que me inventam, os que sempre sinto.

n. 1952-01-29, Parahyba

Perfil
310 772 Visualizações

Das larguras do tempo

Teço a vida
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
 
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
 
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
Ler poema completo
Biografia
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.

Poemas

561

Caminhos

o universo
caminha.
onde?
quantos infinitos
ainda esconde?
embrulhado na vida
como uma afronta
aos palmos de razão
que ainda encontro
53

Infindos comentos

o infinito
não é só espaço,
assim perene,
é também um tempo
como cabê-lo pouco
nas curvas do pensamento?
alinhá-lo ao possível
é vive-lo urgentemente
38

Lembrança III


               A Lane Pordeus

eu nem medi a saudade
das curvas do teu riso
difícil encontrar a régua
dessa intimidade com o infinito

20

Do amor em ondas

o amor
é um mergulho
quando da-se conta
há um mar em tudo
navega-lo
no barco dos fatos
é construi-lo adrede
em cada abraço
tudo que lhe povoa
é o continente dos atos
26

Retilíneas variações

as retas da vida
estejam curvas
usina vasta dos passos
nas esquinas da luta
tê-las perenes
ruas da mente
desanda a caminhada
nos becos da gente
melhor concebe-las
caminho displicente
das encruzilhadas sutis
a que se consente
12

Amante jornada

o amor
debruçará no tempo
escolherá saudades
pelo pensamento
a manhã
solfejará o sol
como um abraço
 incandescente
a vida
marchará presente
nas ruas contagiantes
do que se sente
13

Atitudes

a paz
talvez não caiba
nas tempestades
que vão na alma
dize-las mansas
afrontá-las
artifício própio
desmontá-las
os rios que a gente cria
limpam as margens da alma
14

Onírica levada

o mundo acorda
no meio do sono
há de deixar-se inteiro
perambular pelo sonho
transeunte da vida
em onírica viagem
o homem consolida
os fatos e as mirangens
sempre cabe pedaços de sonho
nas mãos da realidade
16

Das feituras do tempo

o sol da manhã
não será tanto
que possa encobrir
o brilho de tantos
um tempo pacífico,
geometricamente,
pulsará no futuro
tudo que se sente
a matéria, dona de si,
amansará os seus repentes
14

Da ordem pessoal

usina de mim
a vontade informa
em todos os decretos
minha história
sabe-la mandante
dos atos que devo
é o distrato possível
dos meus medos
joga-la pelo coletivo
é a lógica do enredo
11

Comentários (8)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto

Abração !

AurelioAquino

Honrado