na infância a vontade media os círculos da vida os ângulos do dia as manhãs em grávido rompante inventavam o tempo no vão do horizonte o menino abraçado à paisagem sonhava a matéria como barco da liberdade
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Dos infantes rescaldos
da ponte nas asas do salto o menino mergulhava abraçado à liberdade o rio navegando em si molhando as horas imprime a lembrança no colo da história o homem cerzindo a vida mergulha o menino na memória
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Ditos do poema como intento
montada no verso a palavra cogita num jeito de verbo tricotar a vida trazê-la lúdica pelo vão do mundo debruça oficinas nas dúvidas de tudo pertinaz e combatente ressoa no múltiplo veredito que o poema celebra nas brechas do seu dito
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Impossíveis traços
o impossível é trajeto dos possíveis em que medra mede-se infinito na concisão lógica de que nem existe no vácuo da história o impossível é só um lapso que o tempo posta na terra
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Palestina razão da vida
a manhã regurgita ainda amordaçada nas costas da vida o tempo em Gaza minutos sangrentos horas apressadas degraus da vergonha em podre escada o mundo molda o futuro nos passos que declara o povo surgirá em tudo nos braços de sua fala
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veias e vias
as veias são as vias de lançar as teias pela vida navegar o sangue oceano da luta jogar-se pandêmico na imensidão das ruas pulsar o tempo do mundo exatidão da vida passeata recorrente no peito das avenidas
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Do futuro repassado
o futuro espreita o tempo tecendo presentes no pensamento larga-se passado como farsa na construção intensa da humana lavra o futuro é passageiro nato do veículo dos braços nas viagens que consegue ao redor de seus atos
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Solitária canção do tempo
a solidão não imagina os pedaços do futuro que assassina ditos como passado encarceram o tempo jogados na memória impunemente a solidão é cela atemporal das horas do que se sente assim perdidas num eu de coletivos reticentes
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da dor como urgência
minha dor tem laivos do riso que o passado guardou no tempo que consigo trazê-la na memória como pulsante arma é só um artifício desembarque de lágrimas o tempo não se conta com a matemática da alma
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Ritmada conjuntura
o ritmo é estar conciso com a certeza exata do infinito dar-se ao passo sem caminhos inventando estradas pelas pedras enquanto a vida der-se à paz mesmo suja da guerra jogando abraços no tempo nos desconfortos da terra
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.