Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
ao amor
dê-se a feição de luta
nas costas da pátria
nos indícios da rua
e se queira farto
como um abraço
que a gente dá no tempo
em todos os compassos
O infinito
é só um salto
que o tempo teima em dar
pelo espaço
tudo que lhe tange
é passeata
e a exata compleição
do que prolata
com esse jeito de tanto
e a certeza de nada.
a distância
entre nós e o futuro
é só a decisão
de derrubar o muro
gente mede mais
que qualquer lucro
o grito é a prontidão
de inventar o mundo.
é que nos ombros da flor
por trás do seu colorido
navegam os sentimentos
na jangada dos sentidos
é como um feitiço do olho
que teima em ser abrigo
das tempestades da cor
explodindo seus sorrisos
como se à vida não bastasse
sua condição de ser riso
quando a natureza gargalha
a aventura de ser vista.
Pelos ombros da vida
ao redor destes fados
caminha um jeito lusitano
de inventar esses cravos
assim deixados na história
nas curvas da alegria
constroem a grande saudade
dos tempos em que haviam
o povo ausculta
nos ombros da praça
o ruído da luta
comício de tudo
o verbo disputa
as razões urgentes
de todas as culpas
e nos olhos do povo
envolto na palavra
o futuro toma o jeito
de quem lhe abraça
quando cessarem os verbos
abra o peito na avenida
e abrace o jeito do povo
entornando pela vida
navegue o sonho de todos
na simples dosimetria
de quem inventa o novo
nas costas da alegria
é que o futuro se encosta
nos alvoroços dessa lida
e fareja a igualdade
no descampado da vida
e pelas franjas da alma
a vida é só o esforço
um completar-se de si
na esperança do outro
ninguém é humano sozinho
nas cordilheiras da vida
tudo é o tanto de todos
nos mares, nas avenidas
ao homem só cabe o tempo
de navegar essas medidas.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.