Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
assim correndo no passo
no espinhaço da avenida
até parece que o frevo
é um abraço da vida
é como se fosse o povo
abraçado em cada rua
ensaiasse no tempo
o futuro da luta
e cada bemol no espaço
dançando pela cidade
espalhasse em cada canto
um gosto de liberdade
o amor
era um infinito
deitado no cosmos
do teu riso
a vida
era o ofício
de viver a imensidão
no teu sorriso
as léguas de mim
ainda tramito
na saudade impressa
nos sentidos
há indícios,
a vida,
antes de privada,
vige coletiva
cicatriz memorial
do que se viva
a matéria
interna comentos
como um vendaval
no pensamento
tudo que é viver
unifica o tempo
o camponês
na madrugada
arranhava o tempo
pela alma
no viés da vida
mansamente alinhava
as rugas do mundo
em sua enxada
de longe
laçando a paisagem
o menino amanhecia
montado na vontade
a chuva
molhava a tarde
o menino, nave de si
navegava a vontade
como um jovem marinheiro
em levante da liberdade
a rua
como um rio urbano
levava o marinheiro
molhado de sonhos
a saudade dói
mesmo em arquivo
nessa mania intensa
de imitar o infinito
diz-se até fato
em seu indício
de mostrar-se bruta
mesmo fictícia
a saudade é um foguete
no cosmos que instala
rasgando o espaço
das nuvens da alma
PARAHYBA
ainda furtada
espera da história
suas largas falas
as que burlaram a vida
em tragicômica saga
as que vigem no povo
nos ancestres da alma
Parahyba é bandeira
de todas as praças
o plano da matéria
em seu percurso
é dar-se infinita
enquanto uso
astro ou humano
dá-se à dicotomia
de fazer-se contradição
das maravilhas
nosso ser
é estarmos atentos
alinhavando o futuro
nos ombros do tempo
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.