procura
os olhos
caçam na noite
rastros da lua
estrelas afoitas
o céu
edredom pulsante
salpica a matéria
pelo horizonte
o homem
enroscado na saudade
salpica de sonho
a paisagem
quase chega em si
mesmo tarde
os olhos
caçam na noite
rastros da lua
estrelas afoitas
o céu
edredom pulsante
salpica a matéria
pelo horizonte
o homem
enroscado na saudade
salpica de sonho
a paisagem
quase chega em si
mesmo tarde
régua do tempo
o compasso
mede a circunferência
do abraço
humana gestão
em que se gasta
dá-la a metros
como só medidos
transgridem a lógica
das réguas do infinito
o tempo é controverso
nas rugas de seu grito
minha herança
sem propriedade
é a dança humana
que me caiba
rodeio do mundo
de todos camaradas
o valor
dos usos em que há de
é a construção de todos
mais valia da verdade
o mundo caminha
mesmo aos trancos
no rumo da liberdade
na mira do poema
o poeta tange o verso
martelada semântica
no vão do cérebro
as palavras
substantiva argamassa
adjetivam o tempo
em sua plástica
o poema ergue o verbo
em prumos disfarçados
à sombra do poeta
e todos seus enfados
a história
é um intenso curso
onde haverá manhãs do povo
no barco do futuro
a tecitura
desse largo tempo
são as ruas bordadas
no pensamento
traçar o mundo
na costura dos braços
é um fazer humano
alinhavando os fatos
a história é a matéria humana
costurada aos pedaços
o tempo, nestas horas,
nas pedras em que se guarda
dá-se assim aos caminhos
mais como arma
esse jogar-se das mãos
em conforto da alma
na verdade
a pedra é um arquivo
em que o tempo guardado em si
é só um disfarce
em que testemunha
as léguas humanas da razão,
as larguras do espaço,
como fosse compleição
dos infinitos em que se sabe
morrer
é nascer genérico,
abraçado ao tempo,
infinito no universo
morrer
é viver o nexo
arte extrema da matéria
construtora de começos
morrer
nunca é o fim
é só um trajeto
em que me esqueço
a vida
não é do palco
a coxia do mundo
é o passo
cada um
tramite o tempo
de compor os atos
no pensamento
o palco será o curso
grande alvoroço
cena do futuro
quando for de todos
o poema
é lúdica faca
corta o verso
finge a palavra
engana o poeta
retalha a alma
nos pedaços de si
em que se cala
publicado na carne
pulsar de sua lavra
o poema é só editor
dos comícios da alma
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.