Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
a vida não é escada
o único degrau
é a alma
planície humana
em que se guarda
dá-lá às ladeiras
da sobrevivência
competição no tempo
é só um disfarce do sistema
construção compulsória
dos degraus da paciência
o vinho
em sua essência
criava rios
na consciência
as margens do mundo
lambiam o tempo
nas eternidades
postas no pensamento
o jovem navegava os rios
em todas suas nascentes
a baladeira
era arma avara
toda beligerância
eram as pedras atiradas
nunca fez-se fuzil
como o menino sonhava
quando dava em si
as guerrilhas da alma
no que humano seja
a vazão da matéria
decrete-se a razão
como largo tentáculo
do polvo infinito
em que o homem lavra
desse cavalgar
na garupa da vida
entoe-se como sujeito
de suas investidas
as que construam de si
as que o povo decida.
o calendário
régua do tempo
é só um disfarce
do pensamento
prisão das horas
pelo sentimento
até um dia distraído
humanamente medido
que o tempo será apenas
brincadeira dos sentidos
todos os momentos
serão apenas vividos
conjuntura coletiva
dos infinitos soltos pela vida
o sonho
sobrava nas manhãs
boiando nos olhos
um tempo fictício
de quem teimava
as coisas do infinito
a vida
posta em desalinho
era mais um sonho
nos olhos do menino
teimosia da matéria
em deixar-se em seu caminho
a vida
nunca era tanta
que pudesse conter
a imensa dança
o menino jogava
na porta da vontade
os sonhos que metia
nas ruas da cidade
a vaga objetiva da vida
molhava de sonho a verdade
a vida
nunca é rasa
quando soletra
o vão da alma
a consciência
é um rastro
que a matéria deixa
no sonho, nos braços
mistura-los no tempo
é só um espaço
a que se dá o pensamento
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.