Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
a bailarina
soletra no palco
todos os infinitos
que traz nos braços
dizer a vida
no meio dos passos
acorda suas manhãs
no vão das tardes
o tempo da bailarina
é uma intensa eternidade
minhas paralelas
de tão tangentes
misturam no peito
tudo que sentem:
a dor do mundo,
suas ausências.
a condição militante
flagrante sentimento
constrói as geometrias
das fronteiras do tempo
todo espaço da alma
é um grito recorrente
rasuras da vida
postas no tempo
são apenas espaços
do sentimento
leva-las à vontade
em quanta crítica
é arquivar descompassos
nos armários da vida
construir-se em atos
nos alinhavos de tudo
encomenda o compasso
que engravida o futuro
o quanto da mulher
era tão infinito
que jogava eternidades
nos segundos do riso
prorrogava as manhãs
como eterna liberdade
de quem manuseia o tempo
como dona das tardes
hoje inadimplente
dos infinitos que pude
dou-me escravo das horas
que a saudade me pune
José Avelino
sobre o cavalo
tinha a impressão
de ser compasso
instrumento das curvas
em busca do gado
vaqueiro
dava-se à caatinga
como avenida larga
de tramitar a vida
seu desejo onírico
era um rebanho farto
tangido em passeata
nos currais da alma
o tempo
nunca é tarde
se a vida é grávida
do que cabe
o espaço
de dizê-la tanta
é construção das horas
em que se planta
como garra do amor
como coletiva dança
quando multidão
dê-se a tanto
construindo o rito
do viver humano
a matéria
dá-se a quanto
por saber-se grávida
em cada canto
cada um, em tudo
é a possibilidade coletiva
do futuro
coletivo
dou-me às tribos
como indígena militante
do infinito
a razão de sê-lo
entorna a liberdade
como fração dos atos
da humana vontade
a condição inata
discurso da história
dá-me como matéria
nos ombros da memória
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.