Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
nas costas do mundo
cada um será todos
no tempo construído
no humano alvoroço
a contradição
em dialética mostra
dar-se-a como ação
da matéria em suas portas
tudo que será do homem
coletiva propriedade
será apenas a escritura
da humana liberdade
a liberdade
nunca será tanta
senão num tempo
que não seja necessária
a esperança
o presente de si
seja futuro tanto
como um passado vivido
em vindoura trama
a vida será só um terçar
da humana dança
o tempo do pensar
vagando à deriva
deixa-se à mercê
das brechas da vida
sua matemática
quântico flagrante
adormece a razão
nos números que esconde
o tempo do pensar
quando flutuante
inventa todos os portos
a seus navegantes
ser vindouro
trazer-se em tudo
traço militante
nesga do futuro
deixar-se transitar
nos tempos do mundo
a vida
caminha o corpo
como fábrica larga
dos atos construídos
no vão da alma
a água
na ciranda do rio
dança a natureza
como um trilho
corrente, dá-se ao tempo
misturando as horas
no abraço dos ventos
o homem, rio de si,
escorre a vida
como fora corrente
em margens consentidas
todas suas cheias
dependem de investidas
num recanto da vida
meio embrulhada
habita como bólide
a pedra da vontade
atira-la ao mundo
no vão dos fatos
deixá-la militante
na coletiva nave
o pulso humano tramita
inexoravelmente
a gravidez da liberdade
a vida
não é só um descuido
que a matéria dá a si
plantando o futuro
o jogar-se plena
nessa insistência
projeta sua estadia
na consciência
construir-se tanta
nos ombros do mundo
é decreto raciocinado
dos infinitos de tudo
a saudade dói
um futuro renitente
teimosia em ser passado
mesmo presente
é como fosse um desejo
que enganasse o tempo
do que ri
a saudade consente
um sonho perdulário
mesmo ausente
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.