Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
às vezes,
o poema tenta
ser só um brincante
das palavras que enfeita
inventa trocadilhos
joga aparências
arrumando palavras
em semântico desenho
na verdade, apenas tenta
dizer nos homens pela vida
a força do poema
fujo de mim
quando me perco
nos eus coletivos
em que me esqueço
tudo que me tange
é a inteira certeza
de que como matéria
milito a natureza
nadar o rumo da vida
até que os mares me queiram
apenas vivo
com a certeza em tudo
de que haverá um tempo
sem números e muros
as larguras do tempo
nessa histórica corrida
são apenas segundos
compostos pela vida
os povos e a natureza
livres e abraçados
viverão todos futuros
como um presente adiado
a lua
boiava na noite
como pingente
balançando o céu
no vão do tempo
o menino,
estafeta de si,
como sempre,
despachava-se no sonho
ao futuro do presente
eis o veredito:
tudo mesmo pouco
é trejeito do infinito
basta cabe-lo tanto
no meio dos sentidos
a emoção
é matéria quanta
transitando informe
suas andanças
as que dizem dos átomos
as que dizem dos homens
meu apego ao infinito
é só um modo
de dar-me coletivo
jogar o mundo
pelos sentidos
o jeito de percebe-lo
nas léguas que decido
é apenas o novelo
do humano exercicio
saga informal da matéria
nos escaninhos da vida
amanhã
quando tarde
deixe-se cedo
pelos passos
as distâncias da vida
são um tempo exato
de consumir o mundo
no vão dos atos
deixá-los coletivos
como um largo abraço
o sonho do menino
também é sanha
de manejar a vida
na infância
a felicidade menina
era um jogo
no tabuleiro íntimo
do corpo
o futuro
em cada plano
era só um tempo
contemporâneo
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.