Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a palavra arde
intransigente
curvas do verbo
que se sente
rio imaginário
sentimentos
cachoeira exata
quando gente
a palavra arde
ainda insistente
comício humano
de quem sente
as correntes de si
os ruídos do tempo
na gramática humana
a vida é um verbo cogente
o sol acordado
olho da madrugada
acende a saudade
arquivo exato da alma
o homem
navegante de si
finge-se mar
como disfarce
o mundo
rastejando a vida
forja o real
como oitiva
as paisagens do tempo
inundam cada tentativa
jogue no tempo
sua arquitetura
trace seus vínculos
no vão da luta
as que vinguem de si
as que sejam da rua
mares que consiga
nadando em tanto
humano tubarão
traçando o horizonte
tudo do que seja a vida
posta avante pelos braços
avança humana ainda cedo
em todas noites em que tarde
havia um tempo
solto no espaço
pulsando o coletivo
desembestado
na confluência de si
em seus abraços
a contingência
seus futuros
criaram passos
agora em muros
a contração coletiva
em privado uso
resta forjar um tempo
cordas da história
que o abraço aconteça
fora da memória
o sonho
nem era tanto
que escondesse a vida
pelos cantos
trazia em si
rasgos do tempo
um jeito de pulsar
desejos inadimplentes
rompia a noite
embrulhado no sono
construindo saídas
em seus lances
o sonho era o palco
em seus recados
voluntariamente posto
como coxia dos atos
tudo do que tanta
seja assim a vida
possa estar caminho
de ser construída
nos degraus de si
nos passos coletivos
tudo do que tanta
seja assim a luta
possa estar constante
no colo das ruas
comício farto da vida
nos passos do futuro
o fio da meada
é estar em verbos
soletrando o tempo
pela madrugada
o sonho
sem palavras
escancha o poema
pela alma
o poeta, livro de si,
lavra palavras
como transeunte
em suas páginas
ao pretender o dia
o tempo esgarça
e penteia a noite
como madrugada
à tarde
envelhecendo o dia
o tempo joga rugas
em suas vias
até que a noite
anciã das horas
dê-se às estrelas
como senhora
ao sol
resta o enfado
de gerente da luz
em seus enlaces
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.