Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
A vida
é tudo ou nada
quando o desejo
dá-se à vontade.
A vida
é ainda sempre
mesmo os nuncas
postos no tempo.
A vida
como viagem
mesmo cedo
ainda é tarde.
Ao homem cabe inventa-la
no tempo que se caiba
dada a razão
a matéria pulsa
eixo incontroverso
das vias da luta
grávida de si
ávida e lúdica
humana ronda
distrato coletivo
ruas de tantos
veias construídas
deixar-se militante
marchar esse rumo
deflagrada vontade
de estar futuro
maestra dos sentidos
a razão tramita
em todos seus voos
a constância da vida
deixa-la pássaro
de becos do infinito
farejando léguas
em passos medidos
ao homem cabe
na humana militância
consumir criando
suas distâncias
gerente da vida
de-se ao contrato
te-la mancomunada
com seus atos
dos coletivos em si
dos ensimesmados
razão de geri-la
íngreme vertente
custo perdulário
de ser vivente
a vontade de conte-la
nos umbrais do tempo
como saga coletiva
matéria em movimento
atrás da manhã
a noite dormia
no jogo do tempo
ao redor da vida
atrás da manhã
o homem dormia
jogado no sonho
em busca do dia
noite e homem
postos no tempo
urdiam a vida
simplesmente
a vida
finge-se de tarde
quando vive-la cedo
é só vontade
da-la ao tempo
aprazada
apenas desconstrói
suas datas
as que se tenha no corpo
as que tramitem na alma
a vida é sempre infinita
quando se desmarca
peça íntima
palco consentido
os atos do tempo
encenam a vida
vaga histórica
teatro humano
diz-se a matéria
em íntimo plano
construção recorrente
das ruas possíveis
em todos os becos
em que esteja viva
a matéria constrói em si
o teatro do tempo
o poema
nunca milita
em ser palavra
que o poeta dita
antes do vínculo
na verbal labuta
o poema apalavra
o poeta, o sentir e a luta
dado aos caminhos
veias do futuro
tem-se ainda presente
nos passados que usa
o poema e o poeta
furtam-se nos verbos
do sentimento militante
de seus versos
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.