Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
exarada a sentença
nas ações da vida
permitam-se os embargos
que o homem decida
os que infrinjam a decisão
os que soletrem suas sílabas
nos tribunais de si
intensamente culposo
enfrente-se como único
a condição de povo
coletiva jurisdição
matéria em que se coube
o poema
instaura a palavra
pose verbal
manivela da alma
dolosa moção
culposa arma
o poeta
só acende
os pavios mentais
que consente
palavras e poetas
são vítimas
da humana condição
de viventes
higido
o tempo salpica
um resto das horas
no vao da vida
o homem da-se a manha
anoitecido e insone
nos bracos do tempo
que consome
o mundo
amanhecido
salpica de luz
o infinito
a paisagem finge nos olhos
um despertar entristecido
a vida cabe inteira
num braço da vontade
nas curvas da certeza
basta conjugá-lo
pô-lo sobre a mesa
alicerce de si
o homem dá-se estrutura
construção de tanto
no desvão da luta
cada demão do tempo
ensaio do futuro
consolida a razão
da vigência do uso
a vida sempre consome
essa ânsia de tudo
encarnada
a matéria deu-se ao salto
trâmite da consciência
neurônios e sinapses
cada metro
no desvão das horas
perpétua prontidão
de sua lógica
montando a vida
o homem prolata
a verve da matéria
em sua passeata
tudo de tanto vige
nas vielas da alma
lapso do tempo
em suas réguas
a lei da vida
aval da matéria
soma-se de tanto
em suas vias
veias que medra
ruas do homem
em sua guerra
construir-se todos
no vão da terra
insurgência e arma
esse drapejar da luta
na bandeira da alma
a não mais poder
havia a condição
de restar humano
em cada prontidão
a não mais poder
a matéria consentia
haver-se construída
em auto serventia
a não mais poder
o tempo como invólucro
teimava em ser infinito
nos milímetros do cosmo
o homem apenas consentia
deixar-se como bólide
as ruas do tempo
ja desgastadas
ainda asfaltam
a vontade
a saudade
é um futuro
brincando de passado
embaralhando o tempo
nas ruas da vontade
nos voos que projeta
o desejo é sua nave
astronauta de si
inventa-se um cosmos
na humana atração
de romper a lógica
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.