Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a lua subia no horizonte
dando-se aos sentidos
fingindo ser nos olhos
um pingente do infinito
o menino
deitado na calçada
inventava nas nuvens
sua madrugada
o tempo, nos sentidos,
fingia paisagens
meio distraído
o poema
concreto
dá-se edifício
quando verbo
apalavra sonhos
posta alicerces
em vidas fingidas
pelos versos
como se fora teatro
em todos os palcos
postos no poeta
em seu encalço
humano
tem-se à idéia
como nave exata
em sua teia
esse desejo lúdico
de ter-se matéria
em suas veias
a sinapse
íntima avenida
lança a razão
no colo da vida
o mundo dá-se vínculo
em poses construídas
a vida
rio urgente
corre nas margens
do que sente
derrama-la
nas enchentes
singra-lá no outro
impunemente
o mundo
largo destino
é o exato mar
posto no tempo
aos olhos do menino
a vida era um brinquedo
botões da vontade
criavam o enredo
nas avenidas do tempo
tangendo o medo
o mundo
inteiramente dominado
pulsava no menino
onírico salto
tudo da vida
era um regaço
como tanto
dê-se o motivo
de estar humano
em cada riso
ou ter-se lágrima
quando vivo
viver é uso largo
vasta compostura
nos degraus coletivos
da humana luta
quando tanto,
dê-se à vida
a mudança
em sua trilha
nos contrários
que consinta
a matéria dê-se una
guerra íntima
o trânsito
de dar-se futura
seja a constância exata
dessa luta
o poema
trafega a alma
via recorrente
das palavras
nave verbal
íntima garça
trança coletiva
em que se lavra
enxada da vida
do poeta em fala
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.