Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
o sapateiro
martelando o tempo
grampeava na alma
o pensamento
no sapato estranho
pensado sob medida
todas as solas do mundo
pisavam sua vida
o sapateiro Chico
no calor da lida
deu-se ao futuro
como comunista
meu mapa
é um contra-senso
todos meus limites
dão-se aos ventos
os que sentem o futuro
os que lutam o presente
a geografia humana
é inconsequente
como mapear
os infinitos que se sente?
o retrato da vida
é um fato combatente
todos os seus mapas
dão-se reticentes
no Teatro Bolshoi
como um comício
as bailarinas discursavam
pedaços do infinito
o palco era apenas
um universo contraído
nos passos alvoroçados
que afagavam os sentidos
pássaros humanos
voavam o tempo
como um sonho acordado
pelo pensamento
palco de mim
dou-me ao ato
de encenar no peito
as coxias em que basto
todo meu roteiro
é o inteiro relato
de quem já produziu
todos seus abraços
o teatro da vida
ainda combalido
ensaia os futuros
que cabem nos sentidos
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.