Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a vontade
oficina da vida
trama no homem
suas armas
as vias dos fatos
as vias da alma
trança-las
instâncias avulsas
misturam o tempo
em suas culpas
as vindas do homem
as vindas da luta
assim entrelaçadas
joga-las no mundo
coletiva senda
é a prontidão de tudo
fica declarado
como escambo
o sentir da vida
pelo estar lutando
fica declarado
como desafio
construir-se único
mesmo coletivo
fica declarado
quanto avença
as razões de todos
que se tenha
fica declarado
quanto ofício
descobrir os modos
do infinito
os olhos
buscam o horizonte
nas ruas abertas
dentro do homem
laçam o tempo
quando saudade
constroem as vistas
da liberdade
dado à paisagens
mesmo ocultas
riscam na visão
os meandros da luta
fotografam no homem
a vontade implícita
de pintar o mundo
nas cores da vida
exercício de tanto
lavre-se a vida
revolta humana
matéria em guerrilha
tê-la aos trancos
solta nas ruas
vigência combatente
batalha lúdica
marcha de todos
mesmo única
instância coletiva
vaga transeunte
a vida milita o mundo
matéria combatente
a matéria engole a si
íntimo exercício
ansiedade lúdica
de lamber-se infinita
espaço e tempo
dão-se inaptos
terminal estrela
em seu cansaço
fusão nuclear
infinito em transe
parto inato de estrelas
velório de horizontes
o universo posta em si
todas as jusantes
as delatadas apócrifas
as cumpridas no homem
dos céus de si
o homem transita
naves do desejo
nos ares da vida
a vontade
combustível inato
ressoa o tempo
em suas asas
bólide recorrente
prontidão humana
vigência quanta
de estar sonhando
o universo dá-se a pouco
nos seus passos de tanto
tudo do tempo
quanto vontade
da-se ao agora
quando saudade
arquivo humano
viés dos sentidos
em seus ritos
alinhamento do passado
futuro presumido
a vida atrasa as horas
como fora espaço
construção temporã
de nesgas do passado
a saudade é um mar afoito
à procura de seus barcos
a via humana
reverbere
unânime plenitude
da matéria
dê-se aos atos
lúdica constância
nexo causal
da militância
subtraia o tempo
espaço da luta
como vão criador
itinerante discurso
a construção do mundo
desenha seu rumo
como fora um salto
nos limites de tudo
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.