Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
dado aos outros
dê-se ao exercicio
de todas as razões
de estar consigo
humana prontidão
retrato da vida
bordar-se alheio
quanto ofício
rastros deixados
chão da história
construção atávica
em sua lógica
tudo que vida em tanto
é quanto sempre coletiva
resto de mim
pelo passado
navegante íntimo
da saudade
abraçado ao tempo
como regaço
solfejo em mim
cada compasso
as cordas do futuro
retesadas
conspiram as manhãs
quando nas tardes
tudo remete a vigência
das atas dos meus passos
o quanto sempre
avie-se o curso
essa mania humana
de criar o futuro
viver em tanto
gerente da vida
jeito da matéria
consumida
largue-se no tempo
as horas que posa
bordadas no espaço
de suas portas
a avenida
dormindo a rua
respirava o tempo
como aventura
o jovem
panfleto indormido
caminhava a noite
pelos sentidos
a luta
cavando a história
pesava a honra
pela memória
o gosto do partido
adoçava as horas
analógico
o cérebro desborda
algoritmos e planos
que lhe informam
nada digital de tanto
como norma
será quanto de si
no vão das horas
o cérebro
mais que número
é a prontidão atávica
da matéria em seu rumo
vivida solução
das brechas do futuro
a lua
puxando a maré
brinca de centrífuga
adornando o tempo
ao redor da vida
a luz
gravitando a essência
da-se à lei como dada
pondo nos olhos
o satélite do passado
a luz, em sua corrida,
e a constância inata
no tempo e no espaço
que relativize
o universo vive o infinito
em que a luz se decide
nenhum algoritmo
por mais astuto
produzirá sinapses
nas vias do futuro
o cerne humano
composto atávico
dar-se-á urgente
quanto plástico
a construção do homem
viga da memória
reviverá como infinita
a gestão das horas
nada pensará a vida
quanto a humana lógica
os números
nunca discursarão
como estatística
as atávicas entrâncias
dos sentidos
nada medirá
como algoritmo
a exata compleição
do humano juízo
o lucro
quando dado a tanto
consumirá a si
no tear humano
a matéria deflagra-se
como matemática lúdica
nas ruas do quanto
permaneça na luta
a vontade
eufemismo do desejo
largava-se no homem
de seus medos
o sonho, introvertido,
era apenas o modo
de jogar no sono
os sentidos
o homem, ensimesmado,
criava em tanto
todas as ruas
vigentes do passado
a vida era um gesto
do quanto perdulário
a revolução
não e mágica
antes e um bordar
em diferente lógica
dos liames da vida
em que aporta
a revolução
e estratégica e tática
a junção de tanto
é que a torna plástica
nas vertentes do mundo
nas vielas da alma
é um salto correente
constante e diuturno
do que se inventa
abraçado ao futuro
contados todfos os passos
desse longo discurso
homem e estado
larga sinergia
apontam o rumo
nas ruas da vida
o que importa
quanto revolucionário
é a construção do tempo
e a fruição da alma
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.