Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a revolução
não e mágica
antes e um bordar
em diferente lógica
dos liames da vida
em que aporta
a revolução
e estratégica e tática
a junção de tanto
é que a torna plástica
nas vertentes do mundo
nas vielas da alma
é um salto correente
constante e diuturno
do que se inventa
abraçado ao futuro
contados todfos os passos
desse longo discurso
homem e estado
larga sinergia
apontam o rumo
nas ruas da vida
o que importa
quanto revolucionário
é a construção do tempo
e a fruição da alma
o rio
afagando a margem
corria nos olhos
sua paisagem
o menino calado
corria no tempo
todos os seus passos
e que dá-los a vista
criava saudade
essa vontade intensa
de ter-se passado
cada lágrima do rio
molhava sua face
ainda presente
o passado agride
toda a compostura
do tempo em crise
pauta das lutas
raias da matéria
vias de construir-se
decibéis atômicos
fótons intranquilos
no extremo serviço
de ter-se infinita
a matéria vige-se intensa
como universo em gritos
o palco
era o útero
grávida cena
a cortina fingia
como placenta
o ator
doava-se ao parto
quanto parteiro inato
de seus atos
a vida ensaiada
montava o tempo
na vulva do teatro
motorista da vida
cegonha fictícia
Dinalva voava as mãos
o tempo, asas e vaginas
acostumada em tanto
da humana instância
Dinalva instrumentava
o parto como dança
do vão dos seus bracos
assim como alavancas
a materia pulsante
deixava-se criança
o parto havia Dinalva
infante rastro de tudo
bailarina circunstância
palco grávido do mundo
contumaz navegante
dou-me ao exercício
de construir meus mares
como civil ofício
submarino de mim
milito a vontade
na naval contingência
da liberdade
os navios do tempo
porventura encalhados
teimam na consciência
como uma saudade
o foro de minha resistência
são as ondas em que caibo
assim como armados
no curso da memória
desejos transitam
no vão da história
lampejos virtuais
dos fatos que invocam
abracá-los ao mundo
nos redemoinhos da vida
é o estabelecer-se da matéria
em sua jornada infinita
das veias do braço
da-se a logística
de arrumar o tempo
no colo da vida
engenheira sagaz
de civis intentos
a vontade arma
o vão do pensamento
a vida e construção exata
das filigranas do tempo
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.