Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
Gaza
inflamada
vomita a história
nos canalhas
a vida
trucidada
constrói os vincos
da madrugada
cada palestino
carrega no grito
todos os futuros
ainda escondidos
as veias postas no tempo
são capazes do infinito
onda do rio
Oxum disfarçada
surfava a natureza
nos ombros da madrugada
o tempo
pulsava a energia
derramado na terra
plantado na vida
o menino
quase navegante
sonhava nos olhos
seus transatlânticos
a reta final
é sempre curva
regra do mundo
debrum da luta
as vias postas
humana resenha
jogam dúvidas
nas raias que venham
transita-las coletivas
natas da consciência
constrói os pilares
que o futuro tenha
o tempo organiza a luta
como uma paz paciente
a rua
entristecida
alinha o povo
no vão da vida
os passos
em ritmo triste
embalam a manhã
em que insistem
os desejos
ainda vigentes
adiam o futuro
arma recorrente
as ruas largas do tempo
inventam o povo insistente
nas devassas da alma
o menino sabia
que o sonho bem sonhado
podia ser a vida
arruma-lá no peito
como consigna
e de tê-la tanta
na curva dos olhos
deu-se a abraça-la
no meio das ruas
quando sentiu seu povo
nos passos da luta
o sol ainda encabulado
estende manso o dia
lençol exato do tempo
nas costas da vida
a tarde afoita
ainda amanhecida
brinca de trazer a noite
nas luzes que consiga
a noite preguiçosa
dorme o vão do tempo
nos humanos sonhos
em que se inventa
a montanha
dormindo o tempo
sentia o horizonte
nos ombros do vento
geográfica saga
de estar presente
carne da história
Andes combatente
o camarada
embrulhado no sonho
trafegava os sentidos
nas estradas do mundo
a Bolívia açoitava a vontade
como um abraço em tudo
havia no homem
o que aviava de si
senda das vias
havidas enfim
concurso material
dos cursos de si
havia no homem
o que lavrava
os rios do mundo
o chão das palavras
e uma imensa contradição
na dialética madrugada
tudo que lhe tangia
pulsava verbo em sua fala
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.