Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
a matéria
em plena passeata
discursa o mundo
com seus átomos
mágica da razão
na quântica postura
disfarça seus quarks
em intensa luta
ver-se construído
na razão de tanto
é abraçar o infinito
e a pequenez do gráviton
estender os metros da vida
nos partos do futuro
viver a multidão que somos
nos braços do mundo
quando no desejo
a matéria invada
os limites que se ponha
na grande jornada
e for pouco o tempo
para o infinito usá-la
como não criar
um tempo diverso
em que a urgência
como manifesto
seja no espaço
um paciente gesto?
a matéria rima o tempo
na inconstância de seus versos
as Áfricas que possam
acordar na vontade
discursam humanas
inata liberdade
manhã da matéria
tentando a tarde
adormecida
noite orquestrada
negra a razão de tanto
inventando madrugadas
o tempo vige a áfrica
em tudo que caiba
no rio
líquida insistência
a vida boiava
mansamente
o menino
infante barco
navegava a si
lúdico espaço
o mundo
assim corrente
inventava sonhos
impunemente
a saudade voa
nave desgarrada
em cada pássaro
pela madrugada
o homem
agarrado ao tempo
inventa o passado
singrando os ventos
nas asas da paisagem
impunemente
a saudade infinita a vida
embrulhada no presente
em militar postura
Mihail saudava
no vão do aeroporto
os viajantes camaradas
Mihail Egorovitch
rindo, pelos corredores,
discursava ao vento
as cervejas em que coube
Mihail Egorovitch
sempre demonstrava
a soviética razão
de sua fala
o programa
vivido da matéria
é manter-se tanta
em tantas eras
as que se foram
as que a esperam
dada ao homem
sujeito navegante
o tempo rasga a si
no espaço pulsante
refregas das demarchas
dos laços que avance
criando o mundo
a África dança
todas as razões
da saga humana
o riso do povo
desenhando as vias
retrata nos passos
as veias da luta
as que correm no peito
as que correm nas ruas
tudo da África ri
no mundo em que sua
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.