Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
público
dê-se à clausura
de estar indivíduo
no vão da luta
permanência humana
coletiva e única
estado beligerante
paz combatente
construção do tempo
em sua urgência
públicos sejam os atos
da sua permanência
Palestina
A
L
E
Seja do Rio ao mar
T
I
N
Atravessada no mundo
na paciência das horas
dará aos genocidas, em tudo,
o túmulo da história
La Paz
deitada nos andes
jogava nos olhos
todo seu longe
um rastro indígena
de estar avante
o ar baldio
displicente
jogava léguas de história
nos viventes
o camarada nas ruas
sonhava seus inventos
vastos
dormem passos
rasgos humanos
compassos
geometrias cênicas
das faces
discursando a vida
na vontade
estradas invisíveis
de quem sabe
transitar em si
um jeito de liberdade
ainda que o mundo
nem se caiba
Sebastião
fotografado
deu-se ao infinito
como retrato
a história
enquadrada
arquiva imagens
na madrugada
Sebastião
agora sem máquina
fotografa o mundo
com a alma
intrusa
como tanta
largue-se a vida
nessa sanha
forja do tempo
marcha coletiva
humana construção
múltipla, íntima
rasgo itinerante
matéria em fuga
ruas da paz
nos passos da luta
a vida diz encruzilhadas
nos comícios que decida
o tempo
rasurado
flagra a vida
veia material
via magra
história consentida
contração humana
contrato assentido
das vias de fato
escondidas
o habeas corpus do tempo
cabe inteiro nas avenidas
pássaro de mim
dou-me ao voo
em todas as asas
que construo
as achadas no tempo
as compostas por todos
dá-las aos ares
rasantes presumidos
restam como enfeites
no vão dos sentidos
voar-me é só um jeito
do sonho que consiga
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.