Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
quase diplomático
o tempo negocia
as horas que larga
nas ruas da vida
vive-lo em ondas
como mar contrito
é navegar-se o tanto
das praias do riso
as vigas do tempo
alicerces dos sentidos
inventa pelo homem
rastros do infinito
nenhuma equação
matemática trama
dirá em números
a saudade humana
do vagar do homem
em seu interno
inexistem cálculos
de qualquer caderno
tudo que lhe mede
como um rio recorrente
é a infinita ebulição
do pensamento
a matéria
em ondas e partículas
joga no tempo
os movimentos da vida
dá-se à consciência
quântica dúvida
no espaço contrito
dos metros que usa
a matéria tanta
mesmo infinita
esconde dos homens
as léguas que siga
o mundo
dedilhava a vida
no teclado displicente
dos sentidos
ouvindo os bemóis
no cantar dos fatos
acendia a música
dos seus olhares
o menino
solfejando o tempo
inventava as mágicas
do pensamento
da arquibancada
jogos do tempo
dê-se assim à deriva
invada sem freios
o campo da vida
terçar as horas
descaminhos
inventando estradas
raias coletivas
desembestar o tempo
na humana investida
viva-se o tempo
como humano roçado
nos leirões da vida
que a história lavra
grave-se coletivo
no semear das horas
e flua todas as ondas
dos mares da memória
viceje impunemente
assim vivo nos sentidos
parcimônia humana
de seus infinitos
na praça, assim,
como arma
o comício arranha
as farpas da palavra
drama cívico
em militar postura
costura os vincos
bordando a luta
o povo
gritando as horas
atravessa nos verbos
as ruas da história
militar a vida
em cada rua
nos becos de si
no vão da luta
como se mesmo pouca
fosse como tanta
a fruição infinda
da chama humana
viver é estar plural
no coletivo embate
de construir os andaimes
da liberdade
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.