nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
do coração em fala
no lugar de fala
o coração transita
entre o pulso da razão
e os becos da vida
trama a saudade
largo argumento
bordados do passado
pelo pensamento
o tempo é só placebo
esconderijo urgente
das filigranas do medo
o coração transita
entre o pulso da razão
e os becos da vida
trama a saudade
largo argumento
bordados do passado
pelo pensamento
o tempo é só placebo
esconderijo urgente
das filigranas do medo
10
Das luas da vontade
a lua brincando no céu
fez-se tão bailarina
que ensaiava os olhos
iluminando as esquinas
o tempo vaidoso
brandindo sua forma
jogava a noite na vida
desenhando as horas
assuntando a vontade
busco a cada instante
as luas dos teus olhos
nas vias do horizonte
fez-se tão bailarina
que ensaiava os olhos
iluminando as esquinas
o tempo vaidoso
brandindo sua forma
jogava a noite na vida
desenhando as horas
assuntando a vontade
busco a cada instante
as luas dos teus olhos
nas vias do horizonte
10
Tráfegos do tempo
a solidão
pulsa o passado
nave dos teus olhos
voando meu abraço
dívida do tempo
um tanto constrangido
em deixar de viver
teus infinitos
nos becos do futuro
trafego em tudo
teu unânime manifesto
atravessado no mundo
pulsa o passado
nave dos teus olhos
voando meu abraço
dívida do tempo
um tanto constrangido
em deixar de viver
teus infinitos
nos becos do futuro
trafego em tudo
teu unânime manifesto
atravessado no mundo
8
Dança
enfeitei de você
minha lembrança
como fosse o sonho
uma imensa dança
jogada assim pela vida
passo ensaiado
de todos os amores
que plantamos no espaço
os meus enfeites do mundo
dançam sempre teus compasso
minha lembrança
como fosse o sonho
uma imensa dança
jogada assim pela vida
passo ensaiado
de todos os amores
que plantamos no espaço
os meus enfeites do mundo
dançam sempre teus compasso
6
Degraus do amor
no seu abraço
a vida tinha asas
um tanto de pássaro
nos ares da alma
no teu riso
o tempo dançava
intensa bailarina
nos passos da fala
o amor era um comício infindo
que tua eternidade discursava
a vida tinha asas
um tanto de pássaro
nos ares da alma
no teu riso
o tempo dançava
intensa bailarina
nos passos da fala
o amor era um comício infindo
que tua eternidade discursava
10
Do poema em corredeiras
o poema
molha os sentidos
nas cachoeiras verbais
em que insiste
rio verbal
da-se às margens
insistente infrator
dos limites da paisagem
o poema é enfeite
filigrana da realidade
é, às vezes, dói no poeta
quando embrulhado na saudade
molha os sentidos
nas cachoeiras verbais
em que insiste
rio verbal
da-se às margens
insistente infrator
dos limites da paisagem
o poema é enfeite
filigrana da realidade
é, às vezes, dói no poeta
quando embrulhado na saudade
16
Da ciranda e seu rumo
a ciranda,
coletivo alvoroço,
é forma intensa
de dançar o outro
onda humana
na praia da vida
borda os sentidos
pela avenida
até que chegue o tempo
herança coletiva
da construção exata do mundo
ciranda definitiva
coletivo alvoroço,
é forma intensa
de dançar o outro
onda humana
na praia da vida
borda os sentidos
pela avenida
até que chegue o tempo
herança coletiva
da construção exata do mundo
ciranda definitiva
6
conversas do poema no raso da saudade
no colo da tua falta
o verso quase sentia
as letras embaralhando
os rumos todos da vida
o poema conversando
tangia manso a saudade
como um recado mudo
nos braços da tempestade
e o tempo doía tanto
nas brechas dos minutos
que o infinito se encolhia
para caber em meu discurso
o verso quase sentia
as letras embaralhando
os rumos todos da vida
o poema conversando
tangia manso a saudade
como um recado mudo
nos braços da tempestade
e o tempo doía tanto
nas brechas dos minutos
que o infinito se encolhia
para caber em meu discurso
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.