nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Noturno sentimento
a noite
quase calada
discursa a saudade
pela alma
a lua
lembrando teu riso
planta em mim
o senso do infinito
navego assim os confins
das léguas de mim em que te vivo
quase calada
discursa a saudade
pela alma
a lua
lembrando teu riso
planta em mim
o senso do infinito
navego assim os confins
das léguas de mim em que te vivo
8
Da matéria em trânsito
no trâmite dos fatos
a matéria explica
o curso largo
de suas investidas
a saudade
é só um lapso
da permanência
dos teus atos
o infinito, agora,
é só um pacto
entre mim, você
e o espaço
a matéria explica
o curso largo
de suas investidas
a saudade
é só um lapso
da permanência
dos teus atos
o infinito, agora,
é só um pacto
entre mim, você
e o espaço
7
Concerto
a orquestra
enfeitava o tempo
jogando bemóis
no pensamento
boiando
nos compassos
o infinito brincava
pelo espaço
sentado ao meu lado
dormindo nos teus braços
enfeitava o tempo
jogando bemóis
no pensamento
boiando
nos compassos
o infinito brincava
pelo espaço
sentado ao meu lado
dormindo nos teus braços
7
Da saudade e seus rastros
a saudade
não é dor avara
é também uma alegria
sempre adiada
vivida pelos neurônios
nos arquivos da alma
é que os trejeitos do tempo
quando o amor é vasto
lambuza o infinito
dos risos do teu rastro
não é dor avara
é também uma alegria
sempre adiada
vivida pelos neurônios
nos arquivos da alma
é que os trejeitos do tempo
quando o amor é vasto
lambuza o infinito
dos risos do teu rastro
7
temporais abraços
acordo em ti
todas as madrugadas
em que estivemos unânimes
nos vincos da alma
os restos das noites
perdidos na saudade
ainda navegam o dia
da tua eternidade
nada como ter o tempo
na condição de camarada
todas as madrugadas
em que estivemos unânimes
nos vincos da alma
os restos das noites
perdidos na saudade
ainda navegam o dia
da tua eternidade
nada como ter o tempo
na condição de camarada
7
Das lacunas da paixão
o sol
encabulado
deixou de te ver
no meu abraço
minha paixão
deu-se ao espaço
nas larguras do tempo
em que me instalo
dói um tanto o infinito
nas brechas da saudade
encabulado
deixou de te ver
no meu abraço
minha paixão
deu-se ao espaço
nas larguras do tempo
em que me instalo
dói um tanto o infinito
nas brechas da saudade
26
Das razões do dia
a manhã
intensamente plástica
joga o tempo
no vão da alma
a saudade
abraçando o dia
pulsa teu imenso sol
no vão da vida
o amor é só um jeito
de dar à luz
tudo em que vivia
intensamente plástica
joga o tempo
no vão da alma
a saudade
abraçando o dia
pulsa teu imenso sol
no vão da vida
o amor é só um jeito
de dar à luz
tudo em que vivia
6
Da militância amorosa
o amor
militantemente construído
enche a saudade
de infinitos
a razão
abraça os sentidos
joga sinapses
num imenso rito
o amor é um comício intenso
nos palanques da vida
militantemente construído
enche a saudade
de infinitos
a razão
abraça os sentidos
joga sinapses
num imenso rito
o amor é um comício intenso
nos palanques da vida
7
Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.