camila_duarte

camila_duarte

n. 2003 PT PT

n. 2003-01-10, Coimbra

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A menina-satélite

Lábios metálicos, 
Olhos dourados, 
venda de prata.

Sangue verde
nos dedos molhados.

Na torrente 
Das lágrimas de diamante, 
Um punhal de terra e água 
Atravessando o peito;

Uma labareda azul no ventre 
E um farrapo em cada pulso. 

Unhas pixeladas, desfazendo um
Malmequer:

Vagueia pela eternidade, sentada 
Na ponta de uma lua qualquer.
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Poemas

21

Gr(av)ita

Se a vida tem ciclos,
Tem círculos, retângulos e outros polígonos,
Tem Terra, Sol e Lua, 
Um gravita, dois aquece, três regula, 
Tem gente, tem luz e misticismo 
Um grita, dois estremece, três articula,
Tem átomos, tem moléculas, tem cores, 
Tem lixo, tem bicho, tem flores:
É vital - a viver mal 
Vitral - sem catedral 
Hospital - sem capital 
Evolução - sem digital 
Angelical - sem genital 
Portal - sem postal

Cinderela temperamental, careca, sem dentes
E sem sapato de cristal 

Fatal 
Horizontal 
Vertical 

Cruz de Cristo 
Governamental, patriarcal
Só que sem poder estatal 

Virgem Maria, 
Ou Banho-Maria 
É crime monoparental 


Final
49

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Thaís Fontenele

Belas poesias, amei!