COMO PODES?
Como podes não me amar?
Justo eu que te daria o mundo,
Justo eu que te faria viajar
Em um sonho imenso e profundo...
Como podes me rejeitar?
Logo eu que te amei tanto,
E você não hesitou em desprezar
E deixar meu coração sangrando...
Como podes me abandonar?
E deixar-me à deriva da solidão,
Nessa ilusão de que tú irás voltar,
Pois te faço presente na imaginação...
- Cedric Constance
DECLARO
Meu coração se faz tempestade,
Quando te sinto em meus braços,
Fortalecendo estes nossos laços,
Que hão de durar uma eternidade.
Teu nome é palavra que chamo
Em momentos de total solidão,
Onde fala alto o meu coração
Declarando enfim, que te amo.
Meu peito explode em amores,
Clamando tua amada presença,
Que sara as cicatrizes das dores.
Este amor já se converteu em vício,
Me contagiou como incurável doença
Que à alma só traz benefício.
- Cedric Constance
APRISIONADO
Meus olhos estão no passado,
Vivendo da sua lembrança...
Eu dei meu coração apaixonado
E a dor foi minha única herança.
Nossas memórias estão sepultadas,
Alimentadas pela saudade infinda.
Para sempre hão de ser lembradas
Até que minha triste vida, se finda.
Deste amor eu sou prisioneiro
Me recuso a lhe esquecer.
Pois contigo me sentia inteiro,
E sem ti, não há razão de viver.
- Cedric Constance
MORRER DE AMOR
Morro mil vidas se preciso for,
Se souber que lá no final de tudo
Poderei encontrar enfim, seu amor,
Ao qual vaguei a buscar no mundo.
Vivo mil vidas, se necessário,
Apenas para ter o seu coração,
Poderei dar um fim a este fadário
Que tanto suportei na solidão.
Não me importo em morrer
Se teus olhos me contenplarem,
Feliz na terra posso fenecer.
Não se permita chorar por mim,
E se acaso lágrimas derramarem,
Nao se entristeça, a vida é assim.
- Cedric Constance
NUNCA MAIS
Perdi da vida, os doces encantos,
Afundados em terríveis amargores,
Que hoje vivo só e aos prantos,
Nessa existência de dissabores.
Como a ave escura de rapina,
Que pousa em minha janela
Lembrando minha triste sina,
Que a vida já não é tão bela...
Sopra-me lamentos ao ouvido,
Como o choro das madrugadas,
Viva como a dor que tenho sentido.
Amor meu, onde agora tu estais?
E corvo responde, ave desgraçada
"Teu amor não há de voltar nunca mais".
- Cedric Constance
ETERNIDADE
Não preciso de amor mendigado,
Nem implorar por tua atenção.
Quero apenas carinho de bom grado,
Do contrário, prefiro a minha solidão.
Não desejo um amor forçado,
Mereço um sentimento espontâneo,
Meu coração visceral e apaixonado
Não se satisfaz com amores momentâneos.
Quero um amor que beire à eternidade,
Que me faça acreditar no destino.
Com sabor de paixão e reciprocidade,
E um misto de loucura e desatino.
- Cedric Constance
DEVOLVA-ME
Devolva minha vida, por favor
Que tu levaste daqui contigo.
Quero encontrar um novo amor,
Mas te esquecer eu não consigo.
Deixaste o vazio em meu peito,
Arrancando a essência de meu ser,
Restando só um coração desfeito
Que nunca pará de sangrar e doer.
Minh' alma foi-se embora,
Estou vivendo por viver,
Só há meu corpo aqui agora.
Devolva minha vida, eu clamo,
Não suporto mais sofrer,
Dói saber que ainda te amo.
- Cedric Constance
CHAMAS
Corpo incendeia em chamas,
Pedinte das tuas ternas carícias,
Pele suada que agora clama
Sentir teu toque cheio de malícias.
Tenho fome do seu prazer
E sede infinita de te amar,
Amor contigo eu quero fazer
E desse pecado iremos gozar.
Lençóis guardam seu cheiro,
Alimentando minha vontade,
De ter você aqui inteiro.
Mente que viaja em perversões
Febre de paixão que arde,
Desperta mil e uma sensações.
- Cedric Constance
CLAMOR
Ó, lua cheia, tão bela e cálida,
Que testemunhas o meu martírio...
Guia-me com tua face pálida,
Envolva-me em teu louco delírio.
Devolva-me meu amor perdido,
Que zarpou para não mais regressar...
Acolhe este coração sangrado, sofrido,
Que suspira, por esta paixão a esperar.
Ó, lua, com teu brilho de esmero,
Vai, e traz de volta à minha querência,
Não tarda, que o tempo é efêmero.
Saudade atroz, sentimento sincero,
De lágrimas é feita a essência,
Deste amor crucial ao qual venero.
- Cedric Constance
NÁUFRAGO
Quero naufragar em delírios,
Mergulhar no cerne da tua alma,
Antes de tocar teu corpo macio,
Que minha líbido tanto clama.
Velejar no universo de sonhos,
Bailar nas ondas do teu desejo.
Flutuar em versos que componho,
A este amor que tanto almejo.
Nadar no escuro de seu olhar,
No profundo âmago da mente,
Que faz teu rosto iluminar.
Na beira do seu sorriso, atracar,
E me fazer presença permanente,
Cantar serenatas à luz do luar.
- Cedric Constance