POETAS NÃO MORREM
Será que após minha morte,
Terei a poesia reconhecida?
Quem dirá até aplaudida,
Depois de uma vida sem sorte.
Terei minh' alma eternizada
Ou serei mais um esquecido?
Um nome qualquer sem sentido
Cinzas e pó, um nada.
E quando meu corpo falecer,
à sepultura resvalar,
Que outros possam-me ler.
Que meu espírito possa viver,
E minha palavra perdurar,
Pois o poeta não há de morrer.
- Cedric Constance
MORRER DE AMOR
Morro mil vidas se preciso for,
Se souber que lá no final de tudo
Poderei encontrar enfim, seu amor,
Ao qual vaguei a buscar no mundo.
Vivo mil vidas, se necessário,
Apenas para ter o seu coração,
Poderei dar um fim a este fadário
Que tanto suportei na solidão.
Não me importo em morrer
Se teus olhos me contenplarem,
Feliz na terra posso fenecer.
Não se permita chorar por mim,
E se acaso lágrimas derramarem,
Nao se entristeça, a vida é assim.
- Cedric Constance
REFÉM DO TEU AMOR
Surrupiastes toda a minha atenção,
Meus olhos presos em tuas feições,
Sorriso rabiscado de ternas emoções,
Fez de refém o meu pobre coração.
Meu pensamento ia em tua direção,
Tendo a lembrança como destino,
E meu peito, clamando em desatino,
Ansiava pelo toque suave da tua mão.
Já não havia vida, sem tua presença,
Tua falta me acometia, como doença,
E a cura, estava só em teu carinho.
Prisioneiro tornei-me do teu querer,
E a distância de ti, só fazia sofrer,
Deixando minh' alma em desalinho.
- Cedric Constance
NUNCA MAIS
Perdi da vida, os doces encantos,
Afundados em terríveis amargores,
Que hoje vivo só e aos prantos,
Nessa existência de dissabores.
Como a ave escura de rapina,
Que pousa em minha janela
Lembrando minha triste sina,
Que a vida já não é tão bela...
Sopra-me lamentos ao ouvido,
Como o choro das madrugadas,
Viva como a dor que tenho sentido.
Amor meu, onde agora tu estais?
E corvo responde, ave desgraçada
"Teu amor não há de voltar nunca mais".
- Cedric Constance
SONHOS DESPEDAÇADOS
Minha sombra é a única companhia
Onde ando neste caminho solitário,
Sigo sem ninguém, seja noite ou dia,
Falsos amigos não se fazem necessário.
Meu coração quebrado ainda bate
Mas eu não me sinto mais vivo.
Há algo dividindo minha mente,
Da solidão já tornei-me cativo.
Gostaria de alguém encontrar
Mas enquanto isso não acontecer,
Sozinho aqui eu vou ter de ficar,
Se a reclusão não me enlouquecer.
- Cedric Constance
COMO PODES?
Como podes não me amar?
Justo eu que te daria o mundo,
Justo eu que te faria viajar
Em um sonho imenso e profundo...
Como podes me rejeitar?
Logo eu que te amei tanto,
E você não hesitou em desprezar
E deixar meu coração sangrando...
Como podes me abandonar?
E deixar-me à deriva da solidão,
Nessa ilusão de que tú irás voltar,
Pois te faço presente na imaginação...
- Cedric Constance
ETERNIDADE
Não preciso de amor mendigado,
Nem implorar por tua atenção.
Quero apenas carinho de bom grado,
Do contrário, prefiro a minha solidão.
Não desejo um amor forçado,
Mereço um sentimento espontâneo,
Meu coração visceral e apaixonado
Não se satisfaz com amores momentâneos.
Quero um amor que beire à eternidade,
Que me faça acreditar no destino.
Com sabor de paixão e reciprocidade,
E um misto de loucura e desatino.
- Cedric Constance
DECLARO
Meu coração se faz tempestade,
Quando te sinto em meus braços,
Fortalecendo estes nossos laços,
Que hão de durar uma eternidade.
Teu nome é palavra que chamo
Em momentos de total solidão,
Onde fala alto o meu coração
Declarando enfim, que te amo.
Meu peito explode em amores,
Clamando tua amada presença,
Que sara as cicatrizes das dores.
Este amor já se converteu em vício,
Me contagiou como incurável doença
Que à alma só traz benefício.
- Cedric Constance
MEU PRESENTE
Te regalo esta rosa desabrochada,
Símbolo de meu amor maior.
Não posso te dar mais nada,
Além do meu sincero amor.
Eu espero que tu aceites,
Meu carinho com simplicidade.
E que ao meu lado te deites,
Que complete a minha metade.
Meu corpo em total desatino,
Só deseja a tua terna atenção.
Sentir esse dom tão belo e divino,
De poder doar-te o meu coração.
- Cedric Constance
NÁUFRAGO
Quero naufragar em delírios,
Mergulhar no cerne da tua alma,
Antes de tocar teu corpo macio,
Que minha líbido tanto clama.
Velejar no universo de sonhos,
Bailar nas ondas do teu desejo.
Flutuar em versos que componho,
A este amor que tanto almejo.
Nadar no escuro de seu olhar,
No profundo âmago da mente,
Que faz teu rosto iluminar.
Na beira do seu sorriso, atracar,
E me fazer presença permanente,
Cantar serenatas à luz do luar.
- Cedric Constance