Lista de Poemas
SERÁ LOUCURA?
Posso estar louco,
Isso não sei,
Se não estou é por pouco,
É porque sempre te amei.
Você vive na minha cabeça,
Por mais que eu faça
É impossível que te esqueça,
Ás vezes acho até graça.
Tem vez que me desespero,
Acho que estou em desgraça
De tanto que te quero,
Daí vem a vida e me escorraça.
Por que tem que ser assim?
Podia ser diferente,
O amor não só pegar em mim
Mas em você, eu ficaria contente.
Penso em você, em nós, na vida a dois,
Queria me livrar desse pensamento,
Ter alguém de verdade depois,
A quem eu proponha casamento.
Mas você é real aqui,
Sinto até o seu cheiro bom,
Na verdade eu já te vi,
Eu estava viajandão.
Sofro, mas o que fazer?
Isso eu não sei,
Já pensei em morrer,
Esse pensamento dispensei...
VIGOROSA MÃO
Eu aperto a sua mão
Com todo o meu carinho,
Preciso de sua proteção,
Sou tão pequenininho.
Vem aqui e me socorre,
Não me deixe afundar,
Minha esperança não morre,
Quero te beijar.
Faz amor comigo
Sem nenhuma pressa,
Tira-me do castigo,
E me dá sem que eu peça.
A sua vigorosa mão,
Faz meu corpo esquentar,
Deita aqui no chão,
E vamos festejar.
Sem nenhuma pressa,
Deixa eu te degustar,
Provo-te você peça por peça,
Até te fazer gozar.
Não me espera, goza logo,
Depois vou te lambuzar,
Quando satisfeita estiver,
Não te deixo descansar...
LIGA PARA MIM
Espero a sua ligação,
Nem que seja a cobrar,
Abra uma exceção,
Preciso lhe falar!
Você sabe o meu número,
Estou em seus contatos,
Hoje, quem sabe, rola,
Um encontro mais tarde?
Sonho todo dia com você
Me chamando: "meu amor!",
Então eu venho com um sorriso,
Todinho para o seu colo.
Que coisa louca tudo isso,
Já não sei o que é a realidade,
Vejo seu nome a toda hora
Na tela do meu celular.
Mas você está tão distante,
Mesmo morando aqui perto,
Não te vejo. Dor lancinante!
Estou perdido no deserto.
Quando te vejo é tão rápido,
Parece que foges de mim,
Dá-me uma pequena chance,
De beijar seus lábios devagarzinho.
Não é feliz, eu sei,
Mesmo com esse cara ao seu lado,
Ele te faz mal demais,
Deixa o seu brilho embaçado.
Eu quero fazer os seus olhos
Mais doces do que o mel,
A cor eles já têm,
Olha, eles me levam ao céu.
Abra o seu coração
Para esse poeta errante,
Deixe-me entrar nele
E acender o fogo da paixão!
ESCREVO, LOGO EXISTO
A escrita é como o ar,
Que respiro naturalmente,
Dá a mim vida
E assim vivo plenamente.
Existo, sim, porque escrevo,
Escrevo para existir,
Mesmo quando não lido,
Estou no texto, bem aqui.
Não sou o melhor,
O que pouco me importa.
Nem mesmo me acho o pior,
Escrever é o que me conforta.
Sou, estou, aqui, ali, lá,
Do outro lado,
Do lado de cá,
Um escritor obstinado.
Palavras ganham vida,
Muito além do seu significado,
Elas extrapolam a gramática,
Gravitam ao meu lado.
Então, sim, existo,
Estou neste poema,
Se você se esforçar vai ver,
Sou a vírgula, tão pequena...
AI, MINHA DELÍCIA
Você é minha delícia,
Que dá gosto à minha vida,
Traz daí a felicidade,
Pinta telas coloridas.
Cheia de encantos,
Você nem tem ideia,
Do quanto te adoro,
Te desejo pelos cantos.
Enquanto escrevo te vejo,
Você sempre está comigo,
É doloroso quando me chama
Apenas de amigo.
Melhor amigo do que ser nada,
Mesmo assim dói muito.
Se soubesse ser tão amada,
Se entregaria inteira a mim?
Sonho, talvez muito distante,
Eu respeito a sua vida,
Não quero ser mero amante,
Pois te amo, és por mim querida.
Não quero só algumas horas,
Quero-lhe o tempo todo,
Ser seu sem pressa de ir embora,
Viver, amar, te fazer feliz e ser um bobo.
Sei que não vai ler esse poema,
Triste constatação,
Uma doída pena
Arrancada do meu coração.
JÁ NÃO TENHO MAIS PALAVRAS
Faltam-me palavras quaisquer que sejam,
Bonitas ou feias, certas ou erradas,
Já não sei o que escrever,
Elas estão acabadas.
Como posso expressar
Um amor tão grande,
Sem um pingo de reciprocidade,
Que só me faz chorar?
Palavras são apenas palavras,
Sons jogados para o ar,
Quando escritas são rasgadas,
Apagadas e a você não podem chegar.
Ai que vida essa minha!
Se é que ainda tenho alguma,
Sofrimento silencioso,
Amor que vai virando espuma.
As palavras me fogem,
São como boiada estourando,
Correm loucas para todos os lados,
Rapidamente me abandonando.
Seria eu um louco por te amar?
Não, isso nunca,
Você é tão sensata e boa,
Loucura seria não te amar.
Mas são as palavras,
Quantas eu perdi,
Queria, ao menos, agir,
Ir aí e te falar.
Sou um covarde no amor,
E assim vou te perdendo,
Palavras seriam boas,
Mas sou péssimo conquistador.
Então a vida passa,
Passa a nossa juventude,
A vida, é de graça,
Eu a perco sem atitude.
E no fim sobrará a dor,
Que será a minha doença,
Por não viver esse amor,
A morte a minha sentença.
TARDE DEMAIS
É tarde demais,
Não podemos voltar,
Andar para trás
Só vai nos abalar.
Agora foi, deixa estar,
Demorou tanto tempo
Para eu te conquistar,
Caminhemos a favor do vento...
O meu corpo é todo seu,
Cada pedacinho dele
Que você já percorreu
Com essa boca quente.
Esse seu corpo divino,
De curvas tão gostosas,
As quais eu desafiei,
Me deixou sensações maravilhosas.
Hoje, amanhã e sempre,
Te quero todo dia, toda hora,
Você me conquistou,
Agora não te deixo ir embora.
VENHA QUE TE ESPERO
Por favor venha aqui,
Eu não posso ir aí,
Se alguém me pega
Vai dar muita merda.
É que estou com saudade
De algumas coisas que não fizemos,
Quero logo tirar suas roupas
E matar essa minha vontade.
Mas não é só isso não,
Essa coisa de transar,
E claro que tem tesão,
Não vou negar.
Há também meu coração,
Que está a reclamar.
Venha assim que puder,
E se não der, venha assim mesmo,
Se você não vier
Faço aí um banzeiro.
Não se sinta intimidada,
Nem ao menos perseguida,
É minha libido desesperada,
Louca e desinibida.
Venha agora mesmo,
Não deixe para depois,
Eu estou te esperando,
Igual o feijão espera o arroz...
QUE COISA!
Passa o tempo e eu não passo,
Continuo agarrado,
Preso com correntes
Em algum lugar do passado.
Nada que eu faça adianta,
Parece que sou invisível,
Talvez eu seja uma anta,
Ou outro animal sofrível.
E o tempo corre feito louco,
Todo mundo vai com ele,
Eu fico aqui no meu lugar,
Mesmo quando eu remo.
É sina, ou olho grande,
Pode ser um pacote,
Quanto mais eu tento,
Menos eu progrido.
Vida louca essa minha,
Já não sei mais o que fazer,
Acho que não farei nada,
Daí alguma coisa vai acontecer...
UMA LUTA INGRATA
Mas que luta ingrata
A que tenho que lutar,
Um amor que me mata
Bem devagar.
Eu não posso declarar,
Sentimento tão belo,
Então fico a definhar,
Num choro surdo e sincero.
Apenas vivo, acordo, como,
Depois deito novamente,
Sou uma sombra,
Que some de repente.
Dói uma dor desmesurada,
Sinto que é o meu fim,
A vida, despudorada,
Se delicia me vendo assim.
Luto com alguma força,
Que busco no vazio,
Por mais que o tempo me torça,
Nesse amor louco eu confio.
Cavo minha cova lentamente,
Não tenho pressa nenhuma,
Um dia, minha gente,
Ela será uma banheira de espuma.
Comentários (2)
Obrigado!!
Perfeito. parabéns. poeta . muito digno de se ler tal texto poético.