Lista de Poemas

Propagando

Eu? Eu serio sou o próprio marketing como poesia que vai se alastrando se esgalhando no verbo nos versos nas prosas como os poemas que pousa e se põem como o sol... 
À rima é boa como o repente 
Mas sou poeta de versos livres... falo da dor do poeta da morte e do tempo do amor sem escalas vou costurando os sonhos devagarinho embriagado de poemas... 
Não altero palavras para rimar se acontecer vai como a chuva cai e sobe em vapor 
Falo de mim sem precisa falar dela falo em poesia ao luar e sem ar vou flutuando cambaleando como bolhas de sabão
Sem ela me consola as amigas nos bares eu bebendo coca cola sorrisos dos amigos boémios embriagado e eu de cara de carona caramba!..   
Vou ajuntado tudo embolando alma e os corações 
O beijo como asas, mas só se ficar por um tempo já que tudo se vai
por mais forte que seguramos tudo acaba...
Forjei as rosas-dos-ventos nos sonhos lúcidos deste amor cibernético quebrei a pictografia das direções suas, mas você erra muito de caminhos 
Talvez era você 
-Vir ela no reflexo de um fleche antes de dormi tenho disso..., mas não tem como no máximo que tento lembrar do rosto dela não consigo lembrar sei que tinhas rosto angelical e tinha cabelos loiros pintados ou não, não sei, Sei que já à amo - 
"Dormi no leito da ruiva tatuada vinho e pele macia" paixão platónica 
Ela conhece-me satisfeito vazio, como se falta se algo buraco negro roendo alma as sombras da noite que morde 
Estou em desequilíbrio com o meu eu em rota de colisão entre ordem e caos surfando no mar de estrelas dos cosmos e no vácuo vazio sem som

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Liturgia do Tempo e do Fogo

Outrora, nas arcadas do firmamento ignoto,

verteu-se o mosto do tempo em ânforas de sombra,

e o vento, em súbita vertigem, arrastou consigo

o fulgor mineral das constelações dispersas.

Submerso no âmago dos pomares órficos,

o sangue solar cintilava em crisólitas ardentes;

o estio, em paroxismo de febre antiga,

devorava as nervuras da macieira hipostática.

O céu, em sua liturgia sideral,

concedia apenas instantes de clarividência.

As raposas ululavam nos meandros glaciais,

sob a tessitura espectral dos seixos numinosos.

Eis que os cavalos ígneos, em relinchos de eternidade,

transpunham os umbrais da estrebaria verdejante,

abrindo veredas para os campos heterofônicos

onde a luz se fazia verbo primordial.

O tempo órfico e inflexível

circundava o espaço em espirais de ouro,

e nas órbitas inefáveis da manhã,

a melodia abscôndita dos astros

se desvelava em cântico inaugural.

E tudo, em combustão mística,

feneceu no instante de sua própria origem:

o feno em labaredas, a noite em ascensão,

e o sol, em último clarão,

reencarnou na vastidão do ser.

Outrora, a seiva do outono verteu-se

nas videiras esquecidas,

e as folhas, em fulgor crepuscular,

recobriram o chão com brasas mansas.

Na colina, um eco de sinos dissolvia-se

no vento errante,

e o sangue da terra pulsava como cântico em transe.

Nos antanhos dos círculos insondáveis,

quando o éter ainda palpitava

em silêncio de cristal,

o vinho arcano dos céus verteu-se

em cálices de sombra,

e o fogo oculto gravou seu selo

nos ossos do tempo.

Ergueram-se colunas de névoa hierática,

pórticos da noite em combustão seráfica,

onde os astros, como lâminas apotropaicas,

rasgavam o véu da matéria

em arabescos de ouro negro.

As águas primevas recitavam cifras abissais;

cada seixo guardava o oráculo dos abismos,

e no sopro gélido das raposas estelares

ressoava o cântico interdito das constelações.

Eis que os corcéis ígneos das estrelas,

em relinchos de magma e aurora,

atravessaram os umbrais do não-ser,

trazendo consigo a música cifrada

do nascimento da luz elementar.

O tempo, em órbitas cabalísticas,

traçava mandalas de fogo sobre o espaço;

e nas suas esferas melódicas,

a manhã se erguia como hieróglifo ardente

de uma verdade jamais pronunciada.

Tudo era rito, e tudo era enigma:

o feno em pira votiva,

a treva em clarão litúrgico,

o sol em êxtase abscôndito.

E quando a eternidade se voltou para si mesma,

no instante inefável do retorno,

a aurora coroou os mundos ocultos

com o selo indecifrável do ser.

Suspenso, o firmamento vertia clarões azuis

sobre os vales imemoriais;

as estrelas, como lâminas antigas,

fendiam o véu da noite.

O tempo pássaro invisível

permitia que eu tocasse o silêncio

e me erguia em claridade.

Nas margens do rio secreto,

corriam os cavalos de fogo,

ardentes, exalando orvalho em cada relincho sagrado;

e o dia nascia de suas crinas

como aurora primeira.

A luz inaugural rasgava os campos

e devolvia-lhes a eternidade.

Eis que o vento, em sua órbita translúcida,

trazia cânticos remotos de abismos e marés,

e tudo fluía em círculo perfeito

as nuvens, o feno flamejante, o astro cansado

até que o sol, desfazendo-se em ouro,

voltou a ser o silêncio do princípio. 

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Cordas e portas

Tento alcançar-te entre as linhas e as cordas do destino entre o véu e portas rabiscadas a estrada cheia de vetores que catapultas as possibilidades

A luz de cada cor quente ou fria... emaranhado de encontros e desencontros mesmo entre os fótons táquion carregada de elétrons as barreiras do livre-arbítrio mesmo sendo de escolhas erradas que vai gerar arrependimentos não consigo muda-las para ti, para nos

Amanhã escurece o dia tardio escala na tarde ate o anoitecer que arde... e neste circulo vicioso tempo á ruí

O norte da morte contramão de quem vivi o sul fundo cativa á cova sem querer der repente...

A história que os outros vão contar e que contem você

caminhada de passo em passo o espaço de intervalo e ser as cascas frágil, curtas e inútil do próprio tempo

O mistério do sem fim de um instante... que equilibra a lógica de estar a ilusão de achar que sempre estivemos aqui e que sempre estaremos eternamente... por isso quero fixar o meu eu em poesias 

40

Salto e fuga

Nos vultos do tempo desloco,

entre relógios calados e dias que escorrem

como flechas de luz e sombra.

Os sons, suprimidos, ecoam dentro de mim

num silêncio que pensa.

Nas minhas noites, salto entre sonhos,

navego lembranças que o vento não leva.

Talvez um dia alguém escreva sobre mim

sobre a cela de um fardo invisível,

sobre o peso de compreender demais.

Como os ponteiros sangram a alma,

em cada giro uma memória,

em cada hora um adeus o mesmo adeus

Recordações se ramificam como raízes

em solo de tempo não esquecido

A luz tem frequência que não entendo,

mas caminho sobre ela, cego e lúcido,

ouvindo o som do que não existe.

Despeço-me em poesia

pois elogios não detêm o que parte,

nem fazem voltar quem se perdeu.

Hoje, a lua que vejo está costurada no céu,

com um manto bordado de ausências,

borrifado de estrelas que não me reconhecem.

Rever o vazio é tocar aquele dia

a vontade insiste, a mente resiste,

mas volto ao deserto de estrelas,

onde a saudade é moradia,

e nada resta por lá,

pois a sequência… já vivi.

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As espada negra

Espada Negra

Os meus versos tão longe como copas de espadas no Ás,

às turbas dormes e sem ti, vou, arquitetura de arcadas...

Noite enorme de sombra e do passado, a terra e os céus movendo vultos num espelho enlutado...

A astúcia do vácuo, a ação perdida, sopro sem ser o fim trevas viva, ainda erguida altivo e doce breu que oculta a sorte dá à alma um perfume exalando é à morte

Sobre o mistério da lei que oculta a luz e no véu do ser que à noite conduz vive a sombra no seu ofício mudo guardando o abismo e o além do tudo

O que vemos é só o reverso do ser reflexo de um tempo que não quis nascer sementes dormentes do antigo ser

Nada sabemos que oculta o véu igual à noite, igual ao céu Úrano noturno onde o sonho, em súbita vertigem faz-se lágrima na vertente origem

E se perder nos sonhares de vez em quando e uma pausa

Arte da morte flor da tua face há um riso indizível, mas nossa alma crê no alhures entre sombras e azuis puros, pois o corpo antigo transcende á alma em chamas no silêncio que tudo inflama mesmo na valsa dançante entre a sopra nos vermes, que os amantes são e lambe a lápide e no mármore frio ressoa o eco do meu estio

Alma que volta, enxague, a respirar poesia que insiste em não cessar derrotar a espada e a ilusão do sono fere o próprio abandono no raio ardente, o amor emanado, se você chegar antes do tempo

E quando a morte cansa os versos arfa da noite se cala e o poeta se farpa, pois é quem escreve, entre sombra ate o clarão do dia

Crava entre as trevas a sua própria ressurreição...

50

Deslocado

Estou em desequilíbrio talvez conjugar o verbo do infinito algum dia... transformadas na magia incandescente das estrelas… em poema uma vez mais?

Que milênios se explodam de amor em poesia que à matéria possamos conta o tempo e reproduzi-lo antes que seja tarde

Desejar e ir atrás da conquista para possamos se conquistados pelo tempo... tenho que se eterno

Mesclei as galáxias nos meus olhos e no infinito do meu amor despenhou-se do vácuo para poder comparar o meu vazio que parece tão insignificante e tão grade aqui dentro da alma

Se sol só amarelo cria um crepúsculo tão formidável e buraco negro como o abismo da alma incendido, varando milênios de solidão de desencontros fatais

Perco-me entre os espaços e pausa abandonado ao seu tempo e ao seu bel-prazer arrastando no seu vértices astros e luz você lua eu estrela moribunda

O espaço é um personagem triste? Visto por nós, mas a alegria de brilhar

Mundos sem manhãs e se acordo vejo os orvalhos na relva parece a noite estrelada

Perco-me entre a sala e o corredor infinitos de vazios

Á janela bloquear parcialmente a luz da rua de luzes amena

À gastura da luz da lua convertida em silêncios

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Sombras de cimento

Sequioso de escrever um poema do vazio exprimisse da dor alma corvo o tal pássaro agoureiro o homem de repente a saudade pungente litania do adeus grunhidos estalando na noite...

Oferta à morte do ser amado Orfeu descer nas madrugadas e se calar ao som da lira o próprio sangue alimentar esta paixão

Os caminhos do suicídio

A minha alma naquela incrível imagem na eterna esquina no final da cidade de luzes amareladas... o peso do frio n’alma a solidão avassaladora dos últimos dias a tela do pintor laminas com sede a corda apertada ensaio antes do leito moribundo e lúcido amo-te cadeado em si mesmo, o oceano ao longe as luzes o navio poema que rasga o mar o poeta na eternidade desses poucos instantes esperar é uma ideia que boiou a última tentativa

A luz de uma lâmpada triste que se apaga na janela em frente de um reflexo frouxo que cujo entristece tudo em torno... a insônia abraça-me com hálito de angústia um reflete as sobras no meu castelo desta desolada torre de e si?

65

Lua rara

Eu lembro-me e quando a conheci e sentir na hora que ela sempre fez falta...

Ela vestia noite e um lenço suave rosa envolto no seu pescoço quase tão fino quanto os fios dos seus cabelos loiros filhos do sol...

lembro-me sem exagero os meus músculos a carne das coxas tremiam

Eu já a amava encantado pela sua beleza no vestido negro parecia uma boneca, uma princesa!

No fim da noite o seu beijo no portão suave e quente... E eu com medo de estragar tudo, pois sabia naquele momento que não poderia viver mais sem ela...

Amará-la era como caminha nas nuvens os dias vívidos as cores mais radiantes a sua luzes em cada tom saltava o seu pigmento tonalidade de expressão e fazia sentido a escolha de cada cor ao definido ao objeto e seres viventes

O seu perfume cerejeira em flor e todos os cheiros exalava como em promoções refinados

Eu me senti se eterno naquele momento que os tempos mentia os seus dias e segurava as horas na ponta dos dedos e no seus lábios doces a sua pele cerdosa encantadora a sua presença os lugares ferviam...

Sentia conectado e de alguma forma ingênuo adornado pelo amor acha que seria impossível você tocar em outro homem como a eu sabia que outra nunca superaria tal emoção

30

Cinema

Na luz que dança sobre a tela branca no escuro

Um eco grego, uma tragédia, ou um mito...

Escrever um amor em romance e ficção

A máscara se faz e se desfigura no teatro faces do artista em um palco antigo, no moderno rito um filme na mente onde tudo começou...

Do verso bruto que em Atenas soava e eu no Charlanismo hoje acho que sou algo ou apenas sou;... sou fruto disso tudo... o drama Shakespeariano em cena só quero ser

A câmara de cortinas vermelhas e ventos escandalosos repete o que se amava? a Lua enluarada e sem ar a tragédia que ninguém ver a eterna paz serena escondida debaixo da terra

Somos Diretores de um mundo em movimento

Wong Kar-Wai, em cor e melancolia e neste deserto que desfaz o tempo, o amor em lento vento deposito minha alma na urna e espero cada cor, a dor, a poesia...

E Nolan, o arquiteto do incerto desafia o tempo em nós, e o sentido!?

Mostrando que o real não é o certo se cercado de labirintos um dentro do outro para que nossa buscar seja o sentido?

O que se encontra os que esperam?... "As cosias que os apresados perde e se esquece pelo caminho"

Se o ser amador alma que nunca se encontra cheia com a alma em desatino sempre aprendendo que á busca dos sonhos, seja a luz do grande gesto de se espelhar em da Vinci, o gênio fino em cada traço, buscar o universo observa a luz, o som, a geometria,

Como o filósofo, que busca a luz e foge das sombras, da apatia

Na caverna que o mundo nos conduz se o poeta que mudou de caligrafia para a luz projetada em cada plano

Na tela do cinema fazer sua sinfonia e vim em poesia contar sua historia seus versos na imagem, no tecido branco coloca o humano

na arte do cinema como o poeta coloca as palavras no papel de ler Platão e de Da Vinci e não se perder mas se multiplicar

E em cada gota de silêncio e no grito, no início ate o final

Na tela onde a vida se mostrar o abraço forte de uma dança de luz de tempo e cor

Uma arte que nos mostra a nossa sorte que em cada filme, em cada ideia de um diretor amador insista, para que o sonho voe,

Pois a tela é o espelho, o nosso mar onde a vida, em imagens, se resume na arte é o farol da luz do retroprojetor nos guiar nesta estrada desconhecida...

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Crepúsculo do infinito

Céu turvo nuvens escudo crepúsculo noite caindo vindo arrastada do infinito... fulgurante o sol poético pórtico do poente espada de dourada se recolhendo alaranjada faíscas em simetria em declínio guardião do dia

No imo da matéria átomos se aquietam e no abismo cria-se o vácuo vazio dos solitários... Coração saudade bicho que morde no silêncio profundo...

Dor súbita de um som crestado como o enxofre e logo a atroz polifonia nesta canção rocks de cordas e metais, sincopas, arreganhos no jazz negro dos solito e que se dissolvem pelas ruas

ate as manhãs e brota o sol de no páramo

Dos céus seus véus, E ela este ANJO-MAU que me faz compor notas com lágrimas e nesta canção põem-se a brotar notas vibrantes de melancolia

E as suas asas de amónia consome as minhas de mercúrio os seus lábios palpitantes os meus olhos deixar cai o câmbio da tarde e velo a arte do sublime arquiteto...

Nas garrafas e litros teleguiados reflete em cada vidro meu pecado de alma venial e ao dardejar ternuras a sua

Espero à noite vim uma mensagem com a sua digital

Mesmo depois das primeiras estrelas sentinelas do amor afinam nas amplidões das constelações que no espaço espalha o desejo meu

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Sou cristão da CCB, mais gosto de filosofia e astrologia tenho pensamentos estranho com viagem no tempo sonhos lúcidos poeta louco fingindo se sã kkkkkk tenho sorriso fácil romântico bobo, apaixono fácil e acredito muito nas pessoas sobre o amor, desconfio de conspirações e não dou sorte para o azar, sou caseiro gosto de cozinha e gosto de cinema, rock anos 70 80 90 e música boa MPB osvaldo monte negro, Djavam Lulu Santos, BELCHIOR, Chalei braw Jr, O Rappa, engenheiros do hawaii etc