Daisy

Daisy

n. 1977

n. 1977 , Brasil

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ESPIRITUAL

É por sonhar-te que eu durmo,
Mais-quero recostar-me no travesseiro

E venerar-te: dos amores é este o mais vivo.
Sonâmbula, rogo por ti 

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Poemas

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ESPIRITUAL

É por sonhar-te que eu durmo,
Mais-quero recostar-me no travesseiro

E venerar-te: dos amores é este o mais vivo.
Sonâmbula, rogo por ti 

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O vale próximo ao rio

toda aquela vida que passou junto à soleira
da porta da sala, esteve às vistas das paredes
e dos quadros postos lado a lado

o vento arrasta a poeira aos cantos da sala
e do quarto para ali perder-se da memória
e desgarrar-se do tempo vindouro.

sobre os móveis ainda restam marcas de mãos
e pingos de perfume que pairavam nas noites
longas e pousavam neles formando seus entalhes

as cortinas rasgadas ficaram abertas, expondo
vidros partidos que não querem se quebrar
e deitar no chão ferido dos passos das sombras

6

SUBSTÂNCIA

Saudade é corpo
é pele que sua,

mãos que aspiram
ao toque

São olhos que assistem
as costas
do lado oposto
são pernas trêmulas.

Saudade é a imagem
do traço corpóreo
da silhueta viva
da vontade além do papel

É a espera enamorada
sentida nos braços
confiada aos ouvidos
encostada ao seio

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