Lista de Poemas
Passos Acertados
por entre estes lugares
cheios de tudo e nada
na rua sempre marcada
nas entradas das estradas
submersas, horas certas
enviadas, por todas as vias
marcadas, ser acompassado
desse ir-se vogando,
entre gentes acertando:
cada passo dado
cada trilho novo
momento marcado
cheios de tudo e nada
na rua sempre marcada
nas entradas das estradas
submersas, horas certas
enviadas, por todas as vias
marcadas, ser acompassado
desse ir-se vogando,
entre gentes acertando:
cada passo dado
cada trilho novo
momento marcado
278
Encontro e Abraço
Qual encontrar humanidade
Comunidade de vida e verdade
Qual viver sereno,
calmo simples ameno
Qual ver acontecer
Esta vida de novo a reviver
Qual em cada esquina
Uma nova cena,
uma palavra de poema,
uma cor mais garrida…
Qual voltar a sonhar
A crer e ver acontecer
neste lugar
Odes de sinfonia,
sons de melodia,
alguém que nos guia
Comunidade de vida e verdade
Qual viver sereno,
calmo simples ameno
Qual ver acontecer
Esta vida de novo a reviver
Qual em cada esquina
Uma nova cena,
uma palavra de poema,
uma cor mais garrida…
Qual voltar a sonhar
A crer e ver acontecer
neste lugar
Odes de sinfonia,
sons de melodia,
alguém que nos guia
261
Sob ri edades
Quando me lês
De relance
Quando passa inerte cada instante
Quando o tempo a nos entregar
Definha sem cessar
E ainda crendo
Que é suave e lento
Sereno fundamento
A se acrescentar
E dar sem esperar
Retorno
Apenas uma escada
Dessa tua lavra
Dessa tua atenção prendada
Desse dar algo
plantar no nada
Até ver germinar
flor silvestre no olhar
A espera e a esperança, amena…
Desse algo que se bem sabe e leva
Por ai aonde nos é dado a andar
E nessa sensibilidade cristalina
Que deixa passar a luz do dia
Nesse estar despido,
nesse algo frio
Encontrar calor
e amenidade…
Sem mais tempo
Sobriedade…
Desse algo aveludado
Que cresce em mim
em ti e em todo o lado
De relance
Quando passa inerte cada instante
Quando o tempo a nos entregar
Definha sem cessar
E ainda crendo
Que é suave e lento
Sereno fundamento
A se acrescentar
E dar sem esperar
Retorno
Apenas uma escada
Dessa tua lavra
Dessa tua atenção prendada
Desse dar algo
plantar no nada
Até ver germinar
flor silvestre no olhar
A espera e a esperança, amena…
Desse algo que se bem sabe e leva
Por ai aonde nos é dado a andar
E nessa sensibilidade cristalina
Que deixa passar a luz do dia
Nesse estar despido,
nesse algo frio
Encontrar calor
e amenidade…
Sem mais tempo
Sobriedade…
Desse algo aveludado
Que cresce em mim
em ti e em todo o lado
242
Voar na asa do tempo
Quando o tempo não passa
Não traz nada novo na asa
Poder voltar a voar e vogar
Nesse nosso ser à vontade
nesse amplo mar sem idade
essa balançar de suavidade
Que leva mais além
nos traz a bem
veredas novas, inexploradas
Ilhas a beira mar varadas…
A espera da primeira pisada
Nessa areia nossa, molhada
A que nos sabe e nos ama…
Salgada melancolia sagrada
Quando ai poisamos o ser…
E repousamos
Nesses belos recantos de anos
Sem saber esquecer
E voltamos
Assim por bem querer
Ora dar e partilhar
Ora reconhecer nosso lugar
Abrir frestas entre janelas fechadas
entrar por portas que estavam deixadas…
Por acaso, no coração ao lado, esperando
Uma nova primavera, uma outra janela
Para se abrir de par em par, sorriso amigo
Abraço sempre prometido
Pontes de vida e verdade
Nesse algo entre o inspirado e a sobriedade
Essa força que ainda chamamos humanidade
Não traz nada novo na asa
Poder voltar a voar e vogar
Nesse nosso ser à vontade
nesse amplo mar sem idade
essa balançar de suavidade
Que leva mais além
nos traz a bem
veredas novas, inexploradas
Ilhas a beira mar varadas…
A espera da primeira pisada
Nessa areia nossa, molhada
A que nos sabe e nos ama…
Salgada melancolia sagrada
Quando ai poisamos o ser…
E repousamos
Nesses belos recantos de anos
Sem saber esquecer
E voltamos
Assim por bem querer
Ora dar e partilhar
Ora reconhecer nosso lugar
Abrir frestas entre janelas fechadas
entrar por portas que estavam deixadas…
Por acaso, no coração ao lado, esperando
Uma nova primavera, uma outra janela
Para se abrir de par em par, sorriso amigo
Abraço sempre prometido
Pontes de vida e verdade
Nesse algo entre o inspirado e a sobriedade
Essa força que ainda chamamos humanidade
265
nudez de amor
dias e noites sem destino:
dias sem tino, noites assim
sem mais... por que sim...
e no dia a dia que se estabelece
penso mais é em ti... e anoitece
nudez que o coração jamais esquece,
presença tua que em mim permanece
dias sem tino, noites assim
sem mais... por que sim...
e no dia a dia que se estabelece
penso mais é em ti... e anoitece
nudez que o coração jamais esquece,
presença tua que em mim permanece
280
Poesia Serena
Nesse poema
Nesse tema
Em ti adormecido
Por amor e devoção sustido
Por bem querer vivido
E partilhado
Em páginas de imaginação e fantasia
Levado
E nesse dia a dia
Plantado
No coração humano
Para voltar a germinar
Noutro tempo
Noutro poema
Na luz desse
Teu olhar
Nesse tema
Em ti adormecido
Por amor e devoção sustido
Por bem querer vivido
E partilhado
Em páginas de imaginação e fantasia
Levado
E nesse dia a dia
Plantado
No coração humano
Para voltar a germinar
Noutro tempo
Noutro poema
Na luz desse
Teu olhar
248
poemas de marco
Poemas em requadros
Poemas entre grades
Poemas iguais aos temas
Que nos abrem e nos sabem
Poemas para te encontrar desperta
Poemas para ver porta aberta
E de janela bem espelhada
Nessa tua casa iluminada
Poemas para ver natureza
E fazer do sonho a certeza
Dessa viagem do ser
Poemas – íntimos apenas
Para quem se sabe sem se ver
Poemas entre grades
Poemas iguais aos temas
Que nos abrem e nos sabem
Poemas para te encontrar desperta
Poemas para ver porta aberta
E de janela bem espelhada
Nessa tua casa iluminada
Poemas para ver natureza
E fazer do sonho a certeza
Dessa viagem do ser
Poemas – íntimos apenas
Para quem se sabe sem se ver
272
Couraças Trespassadas
Se entendesse
Se se estendesse
Essa tapetaria mais fina
Esse algo que nos anima
Essa alegria do reencontrar
O ser que nos veja
O ser que reconheça
O ser que abraçar
Num momento ser assim
Sincero e transparente
Brilho entre a gente
Que trespassa para unir
Qual ente que sorri
E nos faz despir
Mil couraças
Que pensas e abraças
Para se afastar
Nesse medo
Qual segredo
Que se passa
Sem falar
E esse sorriso
Que tem submisso
Brilha de novo ao se encontrar
Assim coragem
Entre tempo de passagem
Para parar, olhar, respirar
E sendo inspirado
Esse algo sagrado
Vem a nós outra vez
Se anuncia, prenuncia frutos futuros
Para nos libertar em vez de prender
E estando sempre atentos, atentas
Assim sem mais
Na simples evocação
Do coração além da razão
Ficar
E deixar-se levar mais além da emoção
E nesse fio suave e subtil
Aproximar
Esse universo a nascer
Esse novo mundo a se ver
Assim germinar
No jardim
Plantado em ti e mim
Cuidado
Para servir e ser amado
Dando frutos aconchegados
No peito que bem levamos
Ao estarmos assim abraçados
Se se estendesse
Essa tapetaria mais fina
Esse algo que nos anima
Essa alegria do reencontrar
O ser que nos veja
O ser que reconheça
O ser que abraçar
Num momento ser assim
Sincero e transparente
Brilho entre a gente
Que trespassa para unir
Qual ente que sorri
E nos faz despir
Mil couraças
Que pensas e abraças
Para se afastar
Nesse medo
Qual segredo
Que se passa
Sem falar
E esse sorriso
Que tem submisso
Brilha de novo ao se encontrar
Assim coragem
Entre tempo de passagem
Para parar, olhar, respirar
E sendo inspirado
Esse algo sagrado
Vem a nós outra vez
Se anuncia, prenuncia frutos futuros
Para nos libertar em vez de prender
E estando sempre atentos, atentas
Assim sem mais
Na simples evocação
Do coração além da razão
Ficar
E deixar-se levar mais além da emoção
E nesse fio suave e subtil
Aproximar
Esse universo a nascer
Esse novo mundo a se ver
Assim germinar
No jardim
Plantado em ti e mim
Cuidado
Para servir e ser amado
Dando frutos aconchegados
No peito que bem levamos
Ao estarmos assim abraçados
151
Viajar no Tempo
Desse momento
a se prolongar
Seguir
Procurar repetir
E prolongar
Encontrar o assento
no que por dentro
O silêncio
se põe a falar
E ouvir atento
o que assim
nos tem a contar
Escolher
Procurar
O dar assim presente
Que seria realmente
O que gostaríamos de entregar
E esperar
Que essas sementes
de vida plantadas
Nesses recantos ainda vergadas
Esperando despontar
Nesses momentos inesperados
Nos que assim nos reencontramos
E damos mais tempo
sentido ao sentimento
Para voltar a plantar
144
deixar se elevar
E se te deixasses
Levar
Afastar dessas nuvens negras
Procurar apenas
Encontrar
Esse tempo e lugar
Com raiolas de sol dependuradas
Por entre cores vivas não tocadas
Pelas sombras que chamas
Pensamentos pesados
E deixar que os fados
Se entreteçam
Dar de ti
Para que não esmoreçam
Nessas paisagens vividas
Nessas melodias antigas
Nessas danças que fazias
Quando chegavas
E ouvias
Quando levantavas
A mão
E tangias
Essa corda
Do coração que bem ouvias
E nesse tom
Sempre silenciado
Nesse abraço subtil
Sem se ter dado
Enviar cartas descritas
Sem envelope
Nem morada
Apenas quando poisadas
No olhar que nelas medita
No peito de quem acredita
Levar
Afastar dessas nuvens negras
Procurar apenas
Encontrar
Esse tempo e lugar
Com raiolas de sol dependuradas
Por entre cores vivas não tocadas
Pelas sombras que chamas
Pensamentos pesados
E deixar que os fados
Se entreteçam
Dar de ti
Para que não esmoreçam
Nessas paisagens vividas
Nessas melodias antigas
Nessas danças que fazias
Quando chegavas
E ouvias
Quando levantavas
A mão
E tangias
Essa corda
Do coração que bem ouvias
E nesse tom
Sempre silenciado
Nesse abraço subtil
Sem se ter dado
Enviar cartas descritas
Sem envelope
Nem morada
Apenas quando poisadas
No olhar que nelas medita
No peito de quem acredita
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