Passos Acertados
por entre estes lugares cheios de tudo e nada na rua sempre marcada nas entradas das estradas submersas, horas certas enviadas, por todas as vias marcadas, ser acompassado desse ir-se vogando, entre gentes acertando: cada passo dado cada trilho novo momento marcado
Voar na asa do tempo
Quando o tempo não passa Não traz nada novo na asa Poder voltar a voar e vogar Nesse nosso ser à vontade nesse amplo mar sem idade essa balançar de suavidade Que leva mais além nos traz a bem veredas novas, inexploradas Ilhas a beira mar varadas… A espera da primeira pisada Nessa areia nossa, molhada A que nos sabe e nos ama… Salgada melancolia sagrada Quando ai poisamos o ser… E repousamos Nesses belos recantos de anos Sem saber esquecer E voltamos Assim por bem querer Ora dar e partilhar Ora reconhecer nosso lugar Abrir frestas entre janelas fechadas entrar por portas que estavam deixadas… Por acaso, no coração ao lado, esperando Uma nova primavera, uma outra janela Para se abrir de par em par, sorriso amigo Abraço sempre prometido Pontes de vida e verdade Nesse algo entre o inspirado e a sobriedade Essa força que ainda chamamos humanidade
Poesia Serena
Nesse poema Nesse tema Em ti adormecido Por amor e devoção sustido Por bem querer vivido E partilhado Em páginas de imaginação e fantasia Levado E nesse dia a dia Plantado No coração humano Para voltar a germinar Noutro tempo Noutro poema Na luz desse Teu olhar
Encontro e Abraço
Qual encontrar humanidade Comunidade de vida e verdade Qual viver sereno, calmo simples ameno Qual ver acontecer Esta vida de novo a reviver Qual em cada esquina Uma nova cena, uma palavra de poema, uma cor mais garrida… Qual voltar a sonhar A crer e ver acontecer neste lugar Odes de sinfonia, sons de melodia, alguém que nos guia
Sob ri edades
Quando me lês De relance Quando passa inerte cada instante Quando o tempo a nos entregar Definha sem cessar E ainda crendo Que é suave e lento Sereno fundamento A se acrescentar E dar sem esperar Retorno Apenas uma escada Dessa tua lavra Dessa tua atenção prendada Desse dar algo plantar no nada Até ver germinar flor silvestre no olhar A espera e a esperança, amena… Desse algo que se bem sabe e leva Por ai aonde nos é dado a andar E nessa sensibilidade cristalina Que deixa passar a luz do dia Nesse estar despido, nesse algo frio Encontrar calor e amenidade… Sem mais tempo Sobriedade… Desse algo aveludado Que cresce em mim em ti e em todo o lado
nudez de amor
dias e noites sem destino: dias sem tino, noites assim sem mais... por que sim... e no dia a dia que se estabelece penso mais é em ti... e anoitece nudez que o coração jamais esquece, presença tua que em mim permanece
poemas de marco
Poemas em requadros Poemas entre grades Poemas iguais aos temas Que nos abrem e nos sabem Poemas para te encontrar desperta Poemas para ver porta aberta E de janela bem espelhada Nessa tua casa iluminada Poemas para ver natureza E fazer do sonho a certeza Dessa viagem do ser Poemas – íntimos apenas Para quem se sabe sem se ver
completando frases e melodias
Compor Essa estrofe fugidia Esse algo que se queria Assim trazer à vida Assim viver sem brida E deixar correr Esse mundo profundo Que levamos por dentro Rio que toca seu fundamento E se une a outras águas Que nos rodeiam Que sonham Que devaneiam Procurando Esse imenso mar de amar Onde um dia desaguar
regressar
Quando te sentes cansado E tudo em volta parece usado Gasto Deixado em rotina Abandonado do teu sonho Afastado da tua melodia Entre nesse lugar de silêncio Deixa que se abra o tempo E nesse fundamento Volta a mergulhar Nessa graça de ser intenso Voltar a deixar-te entrar E nesse sentimento De graça De paz De felicidade Assim trazer à verdade Em realidade Asas de voltar A saber voar Entre melodias inauditas Palavras expeditas E poemas sem completar E nos textos que nos dita Essa rotina esquisita Saber chegar e repousar Ate deixar vir ao de cima Essa força que nos anima E que tem sabor a mar
Estrelas no teu peito
Letras melodias Musicas já ouvidas Entrando em sintonias Vagando pelo teu ser Alegrias já vividas Esperanças renascidas Esses outros dias Que ainda poderás viver Todas elas tão belas Todas únicas Quais estrelas Cintilando Num momento sendo presentes Noutro parecendo se apagando…