Lista de Poemas
Estrelas no teu peito
Letras melodias
Musicas já ouvidas
Entrando em sintonias
Vagando pelo teu ser
Alegrias já vividas
Esperanças renascidas
Esses outros dias
Que ainda poderás viver
Todas elas tão belas
Todas únicas
Quais estrelas
Cintilando
Num momento sendo presentes
Noutro parecendo se apagando…
Musicas já ouvidas
Entrando em sintonias
Vagando pelo teu ser
Alegrias já vividas
Esperanças renascidas
Esses outros dias
Que ainda poderás viver
Todas elas tão belas
Todas únicas
Quais estrelas
Cintilando
Num momento sendo presentes
Noutro parecendo se apagando…
134
Por entre poemas
Pular entre frases
momentos passados
Sonhar os fados
E celebrar
Esses recados
Que sempre deixas
Ao me ver a passar
Pelas letras
Assim tracejadas
Pelas frases
Assim meio acabadas
E pelos temas
Que levas
Por dentro
Em chamaradas
Tão apertadas
Que se entretecem
Com as palavras
Que jamais se esquecem
E ao serem
Decoradas
Por rimas assim levadas
Por entre caminhos e estradas
E plantadas
Noutras humanas moradas
Assim és tu quem voga
à vontade
Sou eu que canto
a saudade
E juntos qual em coro
Assim sem decoro
Cantamos
O futuro risonho
Que almejamos
momentos passados
Sonhar os fados
E celebrar
Esses recados
Que sempre deixas
Ao me ver a passar
Pelas letras
Assim tracejadas
Pelas frases
Assim meio acabadas
E pelos temas
Que levas
Por dentro
Em chamaradas
Tão apertadas
Que se entretecem
Com as palavras
Que jamais se esquecem
E ao serem
Decoradas
Por rimas assim levadas
Por entre caminhos e estradas
E plantadas
Noutras humanas moradas
Assim és tu quem voga
à vontade
Sou eu que canto
a saudade
E juntos qual em coro
Assim sem decoro
Cantamos
O futuro risonho
Que almejamos
144
Dos trechos esquecidos - parte do Caminho de Santiago
Havia uma barca
De pedra
Guardada
Nas lendas
Que se encontram
Mais levadas
Que se encontra
Por ventura
Aonde se lavra
A pedra
Quando se eleva
Na água
E no vagar das marés
quando se preenchem
Assim a teus pés
Também te enchem
De lendas
De maresia
De aromas
De novo dia
Anunciado
Nesses lugares
Ao longo
Do caminho
Que te é dado
132
Ser de Mulher
Nessas dunas onde me perco
Onduladas
Quais melodias que se movem
E me trespassam
Nessas notas aveludadas
Que se abrem em sentimento
Que se mostram em vivo lamento
Que nos afagam por dentro
Quando nos cariciam
E nos amam
Nessas mãos abençoadas
Que cuidam as vidas que nos são queridas
E estimadas
Nesse algo de primavera
Que muda e que regenera o ar por onde passa
A água por onde se navega
Voltando a ser qual orvalho
Iluminado
Pelo raio de luz mais claro
Pelo luar a sombra mais estilizada
Que se move entre o arvoredo
Que sibila suave segredo
E diz que nos alcança
Nesse suave correr lento
Nesse passo a passo de alento
Nesse subtil sentir por dentro
Ao de leve
Se elevando
A pele
Quase se tocando
E nesse apelo
de olhar a olhar
Sentir teu ser a esvoaçar
Nesse cabelo sem brida
Solto jamais à deriva
Que dança e nos convida
A celebrar
Entre vento e brisa
A passar
E nessa areia que se pisa
Ao poisar
Pés descalços
Acariciados
Por vagas do mar
Que sempre sonhamos
Está em ti esse ser
Que dizemos ser de mulher
Onduladas
Quais melodias que se movem
E me trespassam
Nessas notas aveludadas
Que se abrem em sentimento
Que se mostram em vivo lamento
Que nos afagam por dentro
Quando nos cariciam
E nos amam
Nessas mãos abençoadas
Que cuidam as vidas que nos são queridas
E estimadas
Nesse algo de primavera
Que muda e que regenera o ar por onde passa
A água por onde se navega
Voltando a ser qual orvalho
Iluminado
Pelo raio de luz mais claro
Pelo luar a sombra mais estilizada
Que se move entre o arvoredo
Que sibila suave segredo
E diz que nos alcança
Nesse suave correr lento
Nesse passo a passo de alento
Nesse subtil sentir por dentro
Ao de leve
Se elevando
A pele
Quase se tocando
E nesse apelo
de olhar a olhar
Sentir teu ser a esvoaçar
Nesse cabelo sem brida
Solto jamais à deriva
Que dança e nos convida
A celebrar
Entre vento e brisa
A passar
E nessa areia que se pisa
Ao poisar
Pés descalços
Acariciados
Por vagas do mar
Que sempre sonhamos
Está em ti esse ser
Que dizemos ser de mulher
142
formas de vida
Poemas de fantasia
Que se faz
uma forma de vida
Para estender pontes
e abrir frontes
Que estavam fechadas
revelar horizontes
entre o ocaso
E ver alvoradas
Que se faz
uma forma de vida
Para estender pontes
e abrir frontes
Que estavam fechadas
revelar horizontes
entre o ocaso
E ver alvoradas
128
Recordar
Pular pelas frases
Pelos momentos passados
Sonhar os fados
E celebrar
Esses recados
Que sempre deixas
Ao me ver a passar
Pelas letras
Assim tracejadas
Pelas frases
Assim meio acabadas
E pelos temas
Que levas
Por dentro
Em chamaradas
Tão apertadas
Que se entretecem
Com as palavras
Que jamais se esquecem
E ao serem
Decoradas
Por rimas assim levadas
Por entre caminhos e estradas
E plantadas
Noutras humanas moradas
Assim és tu quem voga
à vontade
Sou eu que canto
a saudade
E juntos qual em coro
Assim sem decoro
Cantamos
O futuro risonho
Que almejamos
Pelos momentos passados
Sonhar os fados
E celebrar
Esses recados
Que sempre deixas
Ao me ver a passar
Pelas letras
Assim tracejadas
Pelas frases
Assim meio acabadas
E pelos temas
Que levas
Por dentro
Em chamaradas
Tão apertadas
Que se entretecem
Com as palavras
Que jamais se esquecem
E ao serem
Decoradas
Por rimas assim levadas
Por entre caminhos e estradas
E plantadas
Noutras humanas moradas
Assim és tu quem voga
à vontade
Sou eu que canto
a saudade
E juntos qual em coro
Assim sem decoro
Cantamos
O futuro risonho
Que almejamos
137
Palavras sem rotina
Gostava que
de tantas palavras
Só uma fosse requerida
Para tocar tuas próprias lavras
Desse dia a dia de rotina
E sendo enviadas
Assim desde o coração
Despojadas de razão
Para se anunciar
Porque sim
Por ser a partilhar
É ir-se humanizando
E o entregar o sentir
Nesse lugar a seguir
É qual deixar-se ir
Nesse momento por enquanto
Outro tempo vai fluíndo sem sobressalto
E se te toca
O que se conta e diz
Nesse algo de poema em prosa
E pena que se transforma
Em varinha de condão
Para desenhar no ar
Palavras que só tu vais encontrar
E deixar sentimento
No sentido que levas dentro
E plantar sêmea de vida
Onde só tu a vais sentir renascida
E entregar tempo e lugar
Para que possas entrar
e ler
e amar
Em fraterna união
Porque não
Em sonho e divagação
Em fantasia plena de vida
Em coragem
de se ler nova linha
Em nova perspetiva
Em sair desse algo
Que nos definha
E entrar nesse mundo que nos fascina
Em partilhar um pouco de paz
Nesse remanso fugaz
No que corre lento o ribeiro
Mais pequeno e sobranceiro
de tantas palavras
Só uma fosse requerida
Para tocar tuas próprias lavras
Desse dia a dia de rotina
E sendo enviadas
Assim desde o coração
Despojadas de razão
Para se anunciar
Porque sim
Por ser a partilhar
É ir-se humanizando
E o entregar o sentir
Nesse lugar a seguir
É qual deixar-se ir
Nesse momento por enquanto
Outro tempo vai fluíndo sem sobressalto
E se te toca
O que se conta e diz
Nesse algo de poema em prosa
E pena que se transforma
Em varinha de condão
Para desenhar no ar
Palavras que só tu vais encontrar
E deixar sentimento
No sentido que levas dentro
E plantar sêmea de vida
Onde só tu a vais sentir renascida
E entregar tempo e lugar
Para que possas entrar
e ler
e amar
Em fraterna união
Porque não
Em sonho e divagação
Em fantasia plena de vida
Em coragem
de se ler nova linha
Em nova perspetiva
Em sair desse algo
Que nos definha
E entrar nesse mundo que nos fascina
Em partilhar um pouco de paz
Nesse remanso fugaz
No que corre lento o ribeiro
Mais pequeno e sobranceiro
132
regressar
Quando te sentes cansado
E tudo em volta parece usado
Gasto
Deixado em rotina
Abandonado do teu sonho
Afastado da tua melodia
Entre nesse lugar de silêncio
Deixa que se abra o tempo
E nesse fundamento
Volta a mergulhar
Nessa graça
de ser intenso
Voltar a deixar-te entrar
E nesse sentimento
De graça
De paz
De felicidade
Assim trazer à verdade
Em realidade
Asas de voltar
A saber voar
Entre melodias inauditas
Palavras expeditas
E poemas sem completar
E nos textos que nos dita
Essa rotina esquisita
Saber chegar e repousar
Ate deixar vir ao de cima
Essa força que nos anima
E que tem sabor a mar
E tudo em volta parece usado
Gasto
Deixado em rotina
Abandonado do teu sonho
Afastado da tua melodia
Entre nesse lugar de silêncio
Deixa que se abra o tempo
E nesse fundamento
Volta a mergulhar
Nessa graça
de ser intenso
Voltar a deixar-te entrar
E nesse sentimento
De graça
De paz
De felicidade
Assim trazer à verdade
Em realidade
Asas de voltar
A saber voar
Entre melodias inauditas
Palavras expeditas
E poemas sem completar
E nos textos que nos dita
Essa rotina esquisita
Saber chegar e repousar
Ate deixar vir ao de cima
Essa força que nos anima
E que tem sabor a mar
122
Repousar
levado nas mãos de quem te conheça
nesse peito de quem assim anoiteça
no olhar de quem te reconheça
ser que em ti assim permaneça
nesse peito de quem assim anoiteça
no olhar de quem te reconheça
ser que em ti assim permaneça
109
completando frases e melodias
Compor
Essa estrofe fugidia
Esse algo que se queria
Assim trazer à vida
Assim viver sem brida
E deixar correr
Esse mundo profundo
Que levamos por dentro
Rio que toca seu fundamento
E se une a outras águas
Que nos rodeiam
Que sonham
Que devaneiam
Procurando
Esse imenso mar de amar
Onde um dia desaguar
Essa estrofe fugidia
Esse algo que se queria
Assim trazer à vida
Assim viver sem brida
E deixar correr
Esse mundo profundo
Que levamos por dentro
Rio que toca seu fundamento
E se une a outras águas
Que nos rodeiam
Que sonham
Que devaneiam
Procurando
Esse imenso mar de amar
Onde um dia desaguar
132
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