Lista de Poemas
Lugares que todos lemos
Nesses lugares amenos
Nesses carateres que todos lemos
Nesses livros que esvoaçam
Quando se abrem e nos trespassam
Nesses canais surreais
Nos que nos entretemos e voamos
Nesses momentos
Nos que ainda lembramos
Essa luz do dia
Que se entrecruzou
Quando passava
O ser que nela se encontrou
E esse tempo que imenso
Nos envolveu e abraçou
E desse algo intenso
Algo assim em nós ficou
Nesses carateres que todos lemos
Nesses livros que esvoaçam
Quando se abrem e nos trespassam
Nesses canais surreais
Nos que nos entretemos e voamos
Nesses momentos
Nos que ainda lembramos
Essa luz do dia
Que se entrecruzou
Quando passava
O ser que nela se encontrou
E esse tempo que imenso
Nos envolveu e abraçou
E desse algo intenso
Algo assim em nós ficou
133
Jazer e saber
Jazemos descansados
Desde todas as perspetivas
Assim deixados
Para poder trazer
Ao de cima
Uma nova estrofe que nos anima
Um poema que se estima
Uma obra que nos eleva
Entre o frio e a escura treva
E nesse calor bem humano
Estender pontes de amor
Entre sagrado e profano
E chegar a tocar
Esses corações
em silêncio
Esperando
Esses sonhos
no tempo
Se plantando
Essas vontades
que esperam
Sem idade
seguir a vogar
Barco à vela
Leme na areia
A espera da maré cheia
Para voltar a navegar
Desde todas as perspetivas
Assim deixados
Para poder trazer
Ao de cima
Uma nova estrofe que nos anima
Um poema que se estima
Uma obra que nos eleva
Entre o frio e a escura treva
E nesse calor bem humano
Estender pontes de amor
Entre sagrado e profano
E chegar a tocar
Esses corações
em silêncio
Esperando
Esses sonhos
no tempo
Se plantando
Essas vontades
que esperam
Sem idade
seguir a vogar
Barco à vela
Leme na areia
A espera da maré cheia
Para voltar a navegar
132
Ecos d@ cor
contrastes
entre a suavidade
de uma melodia
e o ribombar
que a anima
um suave
silêncio
sibilado
que nesse ouvido
mais íntimo
nos é segredado
e a emoção
sentimento
nesse momento
sedento
de se fazer ouvir
essa musicalidade
da percussão
e do som
desse tom
a se fazer sentir
elevado e levado
aonde possa surgir
entre a suavidade
de uma melodia
e o ribombar
que a anima
um suave
silêncio
sibilado
que nesse ouvido
mais íntimo
nos é segredado
e a emoção
sentimento
nesse momento
sedento
de se fazer ouvir
essa musicalidade
da percussão
e do som
desse tom
a se fazer sentir
elevado e levado
aonde possa surgir
105
Recantos
Recantos cheios de detalhe
Passeios por onde calhe
E nessas tapeçarias estendidas
Entre as horas e os dias
Voltar a poisar
Melodias
E alegrias
Para se querer voltar
Passeios por onde calhe
E nessas tapeçarias estendidas
Entre as horas e os dias
Voltar a poisar
Melodias
E alegrias
Para se querer voltar
92
Algo que permanece
Nesse algo
que se mexe
Nesse ebulição
que se entretece
Nesse sopro subtil
Que permanece
E não se esquece
Nem arrefece
Alento
Sopro suave
Sustento
Da poesia a clave
Desse animar
Sentimento
Uma alegre
melancolia
Que se faz folia
Ao se abeirar
Das margens vazias
Dessas vagas divinas
Que nos tocam
ao se prolongar
E nos fazem ressoar
Qual corda
de harpa inspirada
E se elevam
E nos levam
Ai onde a alma
ainda é farta
Desse sentido
Ora sentimento
Desse sentir
que se leva
e mostra
por dentro
E se faz surgir
Em seu momento
Quando
Sedente
Esperando
Te sentas
Sonhando
E levantas
Tecla a tecla
Essa harmonia
celestial
Esse algo
original
Essa rima
dividida
Entre o real e a magia
Que nos leva
A querer acreditar
Que algo ou alguém
Nos vai tocar
Ao reler
Sem saber
O que levamos em ser geral
E nesse espaço idealizado
Nesse encontro aninhado
Em nós
Permanece
E prevalece
Esse algo de vida
Que jamais se esquece
que se mexe
Nesse ebulição
que se entretece
Nesse sopro subtil
Que permanece
E não se esquece
Nem arrefece
Alento
Sopro suave
Sustento
Da poesia a clave
Desse animar
Sentimento
Uma alegre
melancolia
Que se faz folia
Ao se abeirar
Das margens vazias
Dessas vagas divinas
Que nos tocam
ao se prolongar
E nos fazem ressoar
Qual corda
de harpa inspirada
E se elevam
E nos levam
Ai onde a alma
ainda é farta
Desse sentido
Ora sentimento
Desse sentir
que se leva
e mostra
por dentro
E se faz surgir
Em seu momento
Quando
Sedente
Esperando
Te sentas
Sonhando
E levantas
Tecla a tecla
Essa harmonia
celestial
Esse algo
original
Essa rima
dividida
Entre o real e a magia
Que nos leva
A querer acreditar
Que algo ou alguém
Nos vai tocar
Ao reler
Sem saber
O que levamos em ser geral
E nesse espaço idealizado
Nesse encontro aninhado
Em nós
Permanece
E prevalece
Esse algo de vida
Que jamais se esquece
172
Entre graça e pranto
Nesses momentos discretos
Nesses lugares secretos
Que descobres ao vagar
Que te somem num luar
De suavidade
Desse atapetado aveludado
Entre o céu estrelado
Desse sonho varado
À espera de vogar
Livre
Maresia
Assim chegando
Até ser dia
Ao porto seguro
Abrigo mais puro
A se encontrar
Praias amenas
Areias
Que cintilam
Qual teu ser ao poisar
Pés descalços
Marcando
Um caminho de vida
Entre graça e pranto
Nesses lugares secretos
Que descobres ao vagar
Que te somem num luar
De suavidade
Desse atapetado aveludado
Entre o céu estrelado
Desse sonho varado
À espera de vogar
Livre
Maresia
Assim chegando
Até ser dia
Ao porto seguro
Abrigo mais puro
A se encontrar
Praias amenas
Areias
Que cintilam
Qual teu ser ao poisar
Pés descalços
Marcando
Um caminho de vida
Entre graça e pranto
98
Dar
Sabemos que dar
Atenção
Sentimento
Partilha do momento
Nos faz estar
Mais perto de encontrar
Esse algo de serenidade
Essa suavidade de se ter preenchido
O que se sonha
O que de verdade se sentia
O que de certo se queria
E fazer assim presente
Desse tempo passado
E marcar no futuro
Um poema amado
Por quem o concebe
Sem notar
Por quem o leve
No seu vagar
Por quem o entoe
Sem mais notar
Que se fez ponte
Entre humanidades
Que se encontrou
na vida equidade
E se levou simplicidade
Ao se partilhar
Um certo tempo
Num momento e lugar
E nesse peito
Algo que voltou a crescer
sem se contar
Atenção
Sentimento
Partilha do momento
Nos faz estar
Mais perto de encontrar
Esse algo de serenidade
Essa suavidade de se ter preenchido
O que se sonha
O que de verdade se sentia
O que de certo se queria
E fazer assim presente
Desse tempo passado
E marcar no futuro
Um poema amado
Por quem o concebe
Sem notar
Por quem o leve
No seu vagar
Por quem o entoe
Sem mais notar
Que se fez ponte
Entre humanidades
Que se encontrou
na vida equidade
E se levou simplicidade
Ao se partilhar
Um certo tempo
Num momento e lugar
E nesse peito
Algo que voltou a crescer
sem se contar
124
Fragilidade
Frágil sensibilidade
Transparente em verdade
Suave e subtil
Brisa que poisa
Na face
E acaricia
Sem mais se ver
Esse algo
que é em nós a surgir
A crescer
Quando em cada momento
Se torna aparente
Ora ausente
Para nos perder
E nesses recantos
Assim visitados
Nesses momentos
Perdidos e encontrados
Voltamos
A trazer ao peito
Essa alegria
Esse sentimento
Transparente em verdade
Suave e subtil
Brisa que poisa
Na face
E acaricia
Sem mais se ver
Esse algo
que é em nós a surgir
A crescer
Quando em cada momento
Se torna aparente
Ora ausente
Para nos perder
E nesses recantos
Assim visitados
Nesses momentos
Perdidos e encontrados
Voltamos
A trazer ao peito
Essa alegria
Esse sentimento
123
Flores Silvestres
Nesse caminho
Sem destino marcado
Onde procuras
Assegurar
O que te foi dado
A sonhar
A pensar
A querer concretizar
“Ai onde assim vivi
Ai onde nasci
Ai onde escrevi”
Os trilhos mais serenos levados
Por dentro assim guardados
À espera de germinar a teu lado
Ai
Ali além
Onde é lido
E bem querido
Nesse peito guardado
Ora assim estendido
E entendido
Como partilhado
Quando florescem
flores silvestres
Ali
Além
Onde nada
ou ninguém
ainda as tenha plantado
Sem destino marcado
Onde procuras
Assegurar
O que te foi dado
A sonhar
A pensar
A querer concretizar
“Ai onde assim vivi
Ai onde nasci
Ai onde escrevi”
Os trilhos mais serenos levados
Por dentro assim guardados
À espera de germinar a teu lado
Ai
Ali além
Onde é lido
E bem querido
Nesse peito guardado
Ora assim estendido
E entendido
Como partilhado
Quando florescem
flores silvestres
Ali
Além
Onde nada
ou ninguém
ainda as tenha plantado
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