Lista de Poemas
Rumor da Rosa
quando esse rumor nos permeia
quando o burburinho é colcheia
dessa melodia
tão silenciosa
que anima
qual uma rosa
a se abrir
e sentir
seu aroma
a nos envolver
sua bela trama
sua pétala que clama
em cor
e transparência
a ir além da ciência
e voar
em asas de sonhos
de suavidade
em aveludados
momentos
dessa saudade
feliz melancolia
que se reergue
e reanima
a se estender
devagar
pontes de seda
telas apenas
sem se pintar
para que concebas
teu próprio traço
nesse subtil abraço
anos envolver
devagar
sereno
forte
ameno
qual o mar
ao se levantar
e a teus pés
desdobrar
aromas
dessa maresia
e espumas
que cantam melodias
que sabes então entender
e estendidas
a teus pés
as areias cintilam
quais estrelas
que brilham
por seres
tal qual és
odes desse reflexo
que fez do teu ser
um novo universo
quando o burburinho é colcheia
dessa melodia
tão silenciosa
que anima
qual uma rosa
a se abrir
e sentir
seu aroma
a nos envolver
sua bela trama
sua pétala que clama
em cor
e transparência
a ir além da ciência
e voar
em asas de sonhos
de suavidade
em aveludados
momentos
dessa saudade
feliz melancolia
que se reergue
e reanima
a se estender
devagar
pontes de seda
telas apenas
sem se pintar
para que concebas
teu próprio traço
nesse subtil abraço
anos envolver
devagar
sereno
forte
ameno
qual o mar
ao se levantar
e a teus pés
desdobrar
aromas
dessa maresia
e espumas
que cantam melodias
que sabes então entender
e estendidas
a teus pés
as areias cintilam
quais estrelas
que brilham
por seres
tal qual és
odes desse reflexo
que fez do teu ser
um novo universo
108
Poemas entre tecidos vivos
Poemas
entretecidos
Vivos
Ressoando
O que sonhamos
O que bem amamos
O que sentimos
e assim pensamos
e passámos
a saber ouvir
Palavras por dentro
No silêncio atento
Desse saber
sem tanto entender
E sem estar definidos
Assim limitados
Ser livres
Porque voamos
entretecidos
Vivos
Ressoando
O que sonhamos
O que bem amamos
O que sentimos
e assim pensamos
e passámos
a saber ouvir
Palavras por dentro
No silêncio atento
Desse saber
sem tanto entender
E sem estar definidos
Assim limitados
Ser livres
Porque voamos
87
Sensibilidade
Quando o cansaço
me torna baço
E a alegria da via
Da vida está
em derredor
E sinto qual algo escasso
Essa força de ser em flor
A se entregar
A brisa assim balançar
E nessa pétala
Suavidade
Transparência
Delicadeza
Sem mais se tocar
Por se saber
Simples ser
Quanto estamos
a partilhar
E nessas árvores
Folha a folha despidas
Que contam relatos
Dessas outras vidas
E nesses enclaves
Onde encontrares
Encruzilhadas
Para todos os trilhos
e estradas
Que caminhares
Assim por escolher
Voltar a crer
Nesse sonho
Nessa magia
Nesse ir dançando
Na melodia
Do dia e da via de vida
Regressando sem saber
me torna baço
E a alegria da via
Da vida está
em derredor
E sinto qual algo escasso
Essa força de ser em flor
A se entregar
A brisa assim balançar
E nessa pétala
Suavidade
Transparência
Delicadeza
Sem mais se tocar
Por se saber
Simples ser
Quanto estamos
a partilhar
E nessas árvores
Folha a folha despidas
Que contam relatos
Dessas outras vidas
E nesses enclaves
Onde encontrares
Encruzilhadas
Para todos os trilhos
e estradas
Que caminhares
Assim por escolher
Voltar a crer
Nesse sonho
Nessa magia
Nesse ir dançando
Na melodia
Do dia e da via de vida
Regressando sem saber
92
Abraços Dados
Nesse elemento
Forte e sedento
Que jorra por ti afora
Que se estende
quando se demora
Nesse tempo,
nesse lugar
Que voga aonde
o sonho chora
Que se entretece
Quando assim permanece
Sem se estender
Entender
Sentir ou partilhar
Essa ponte enrolada
Dentro de ti mais nada
A dar
Sem se ver
Saber
Assentir
Sem querer
E ousar
Assim estar
Lado a lado
Sabendo que somos
Por dentro
Abraçados
Forte e sedento
Que jorra por ti afora
Que se estende
quando se demora
Nesse tempo,
nesse lugar
Que voga aonde
o sonho chora
Que se entretece
Quando assim permanece
Sem se estender
Entender
Sentir ou partilhar
Essa ponte enrolada
Dentro de ti mais nada
A dar
Sem se ver
Saber
Assentir
Sem querer
E ousar
Assim estar
Lado a lado
Sabendo que somos
Por dentro
Abraçados
158
Jorrar de Amores
Marés que não vês
E te preenchem sem cessar
Dessa saudade
Sentimento sem idade
Desse integrar
Esse fundamento
Forte suave e lento
Essa estrela
que levas por dentro
a cintilar
Para que brilhe
E ilumine
Uma outra vida
Nessa breve perspetiva
De se estender
Desde poente a ponte
Que traga assim forte
Alvoradas
Amigas
Águas passadas
mas vivas
Desse querer encontrar
Um lugar e sentimento
Uma palavra de alento
Um momento a se entregar
E ouvir sem mais parar
Isso que se leva por dentro
Assim livre a jorrar
E além do pensamento
Pleno de sentimento
Assim se entretecer e amar
E te preenchem sem cessar
Dessa saudade
Sentimento sem idade
Desse integrar
Esse fundamento
Forte suave e lento
Essa estrela
que levas por dentro
a cintilar
Para que brilhe
E ilumine
Uma outra vida
Nessa breve perspetiva
De se estender
Desde poente a ponte
Que traga assim forte
Alvoradas
Amigas
Águas passadas
mas vivas
Desse querer encontrar
Um lugar e sentimento
Uma palavra de alento
Um momento a se entregar
E ouvir sem mais parar
Isso que se leva por dentro
Assim livre a jorrar
E além do pensamento
Pleno de sentimento
Assim se entretecer e amar
132
Repousar
Repousar
Parar
Inspirar
E deixar-se levar
Cidade afora
Rua a rua
Que nos ignora
Assim nesse sentido
De estar atento
Nesse caminhar entre a gente
Com suave alento
Lento, e a ver passar
Detalhes
Mais de mil milagres
Que acontecem sem cessar
E nessas miragens
Nesse olhar
Escrever novos momentos
Entre os lugares sedentos
Desse teu ser a passar
Até encontrar fundamento
Raiz profunda
Sustento
Para te erguer e sonhar
Parar
Inspirar
E deixar-se levar
Cidade afora
Rua a rua
Que nos ignora
Assim nesse sentido
De estar atento
Nesse caminhar entre a gente
Com suave alento
Lento, e a ver passar
Detalhes
Mais de mil milagres
Que acontecem sem cessar
E nessas miragens
Nesse olhar
Escrever novos momentos
Entre os lugares sedentos
Desse teu ser a passar
Até encontrar fundamento
Raiz profunda
Sustento
Para te erguer e sonhar
99
Vagar nas Névoas
Nestas vagas viventes
Que vêm e vão
e nos arrastam
Nessa ilha de paz
Serena tranquilidade
Que se estende
na longevidade
E que se vê de relance
Vogam as marés
No ser que és
Procurando
Peregrino vagando
Migrante se achegando
A gente certa
Em lugar qualquer
A coerente reta
Que sempre acerta
Assim no bem-querer
E nesses seres
Que vais encontrando
Ao som das marés
Te mostrando
Assim reflexo vivo
Descoberto
Em cada caminho perdido
Em cada trilho de novo aberto
Que vêm e vão
e nos arrastam
Nessa ilha de paz
Serena tranquilidade
Que se estende
na longevidade
E que se vê de relance
Vogam as marés
No ser que és
Procurando
Peregrino vagando
Migrante se achegando
A gente certa
Em lugar qualquer
A coerente reta
Que sempre acerta
Assim no bem-querer
E nesses seres
Que vais encontrando
Ao som das marés
Te mostrando
Assim reflexo vivo
Descoberto
Em cada caminho perdido
Em cada trilho de novo aberto
96
Incerteza
Nessa incerteza
De onde nasce a poesia
Dessa suavidade
Musicalidade em melodia
Desse algo que nos alumia
Desse sentir que faz da noite ser dia
Desse encontrar novas metas a se partilhar
E ao chegar, descobrir
O que em nós estava a bulir
E a se querer mostrar
Qual uma surpresa enfeitada
Nessa árvore de presentes
Que na noite mais intima
Nos foi deixada
Para a sós descobrir
Qual o sentes
Criança amada, ser maior
Que a matura vida entretecida
Desses poemas que se destinam
A ser enviados
A outros corações
outros seres
humanos
Bem amados
De onde nasce a poesia
Dessa suavidade
Musicalidade em melodia
Desse algo que nos alumia
Desse sentir que faz da noite ser dia
Desse encontrar novas metas a se partilhar
E ao chegar, descobrir
O que em nós estava a bulir
E a se querer mostrar
Qual uma surpresa enfeitada
Nessa árvore de presentes
Que na noite mais intima
Nos foi deixada
Para a sós descobrir
Qual o sentes
Criança amada, ser maior
Que a matura vida entretecida
Desses poemas que se destinam
A ser enviados
A outros corações
outros seres
humanos
Bem amados
123
a tua melodia entre a noite e o dia
ainda que seja a última nota
ainda que se afaste a gente em volta
ainda que seja noite fria
e a noite pareça vazia
preenche esse momento de vida
entoa a tua verdadeira melodia
eco de fantasia, sonho e coragem
nesse recanto onde nasce o dia
entre a mais fina aragem
ainda que se afaste a gente em volta
ainda que seja noite fria
e a noite pareça vazia
preenche esse momento de vida
entoa a tua verdadeira melodia
eco de fantasia, sonho e coragem
nesse recanto onde nasce o dia
entre a mais fina aragem
178
Encontrar teu Lugar
Quando damos
tempo e atenção
Às amenidades serenas
Às tempestades apenas
Trazemos
O que assim pescamos
Ao de cima
Desse mar de amar
Imenso e profundo
Que anima
e dá cor a este mundo
E nos inspira
E se lança
A quem abraça
A assim enjeitar
Em sons de melodia
Entre a noite e o dia
Alvorada
Ora ocaso
Silêncio
Escasso
Pintado
Por todo o lado
E no vento
O sentimento
A se levantar devagar
Até o ar ficar sereno
E o sol repousar
Ou se elevar
Para mostrar
Novas cores
Aos mil amores
Que cintilam
nesse teu jardim
A florir
Longe de mim
A se abrir
Primaveril
A ser sêmea
Desse gérmen
que se semeia
Em cada dia
Chamarada
que se ateia
Ao dar
E saber receber
O que a vida
íntegra
inteira
Convida
A partilhar
tempo e atenção
Às amenidades serenas
Às tempestades apenas
Trazemos
O que assim pescamos
Ao de cima
Desse mar de amar
Imenso e profundo
Que anima
e dá cor a este mundo
E nos inspira
E se lança
A quem abraça
A assim enjeitar
Em sons de melodia
Entre a noite e o dia
Alvorada
Ora ocaso
Silêncio
Escasso
Pintado
Por todo o lado
E no vento
O sentimento
A se levantar devagar
Até o ar ficar sereno
E o sol repousar
Ou se elevar
Para mostrar
Novas cores
Aos mil amores
Que cintilam
nesse teu jardim
A florir
Longe de mim
A se abrir
Primaveril
A ser sêmea
Desse gérmen
que se semeia
Em cada dia
Chamarada
que se ateia
Ao dar
E saber receber
O que a vida
íntegra
inteira
Convida
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